Gravidez : ONU lança estudo sobre a gravidez não intencional
Vendo o invisível: em defesa da ação na negligenciada crise da gravidez não intencional, estudo realizado pela ONU mostra que a gravidez não intencional é uma questão humanitária, de saúde, de direitos humanos e de desenvolvimento.
De acordo com a ONU, a gravidez não intencional tem como razões o baixo acesso a métodos contraceptivos seguros e modernos e a incapacidade de recusar relações sexuais seja por questões culturais ou por diferentes graus de violência, entre outros. Em contextos de emergência ou adversidades, como a pandemia de COVID-19 e emergências humanitárias como a atual guerra na Ucrânia, esse cenário fica ainda mais evidente.
O estudo Vendo o invisível demonstra também que mais de 20% das mulheres e meninas refugiadas já enfrentaram violência sexual. Nos 12 primeiros meses da pandemia de COVID-19, estima-se que 1,4 milhões de gravidezes não intencionais ocorreram devido à dificuldade de acesso a métodos contraceptivos modernos e seguros.
O relatório da ONU explica que “quando as gestações não são intencionais, muitas vezes levam a uma pior saúde física e mental. Meninas grávidas podem ser forçadas a se casar ou deixar a escola. Muitas mulheres abandonam o emprego. Aquelas em relacionamentos abusivos correm duas vezes mais risco de gravidez não planejada, e essas gestações muitas vezes dificultam o corte dos laços com o agressor”.
O Fundo de População da ONU alerta que “das milhões de gravidezes não intencionais que acontecem a cada ano muitas serão recebidas com prazer. Outras causarão medo ou preocupação, mas acabarão por resultar em filhos que são profundamente amados e uma fonte de grande alegria”.
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