Flip 2019 : 17a edição promove debates políticos e mulheres são destaque entre convidados
De 10 a 14 de julho em Paraty
A edição 2019 da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) reune 41 autores sendo 22 mulheres e quer promover debates em torno do autor homenageado – Euclides da Cunha – durante os próximos cinco dias.
Os temas que serão destaque este ano na Flip 2019 são política, racismo, crise migratória e questão indígena. Os convidados estrangeiros nestas mesas de debate são o escritor e musico angolano Kalaf Epalanga e o romancista franco-ruandês Gael Gaye. A escritora portuguesa Grada Kilomba falara sobre a questão racial e o racismo cotidiano. A antropóloga brasileira Aparecida Villaça e o líder indígena Ailton Krenack abordarão a questão indígena.
Para animar as mesas sobre o tema das mulheres, estarão presentes a americana Kristen Roupenian, a canadense Sheila Heti, a nigeriana Ayobami Adebay e a brasileira Jarid Arraes.
Vários autores estrangeiros estarão presentes nesta edição da Flip 2019. Entre eles podemos destacar a escritora israelita Ayelet Gundar-Goshen, o jornalista americano David Wallace-Wells e a escritora venezuelana Karina Sainz Borgo. Entre os brasileiros, podemos destacar José Miguel Wisnik, Adriana Calcanhotto e José Celso M. Corrêa.
Euclides da Cunha, o homenageado da Flip 2019
Euclides da Cunha é autor, entre outras, da obra Os Sertões, na qual retrata o sertão baiano, o sertanejo e o conflito ocorrido em Canudos, em 1897, liderado por Antônio Conselheiro.
Além de renomado escritor das áreas do jornalismo e da literatura, Euclides da Cunha foi um analista das práticas sociais, como a que fez em seu livro Os Sertões a respeito do sertão, do sertanejo e do conflito ocorrido no Arraial de Belo Monte, mais conhecido como Guerra de Canudos. Suas bases e referências científicas foram influenciadas por estudiosos como Charles Darwin, Auguste Comte, Hippolyte Taine, Karl Marx e Émile Durkheim, além do escritor francês Victor Hugo.
Euclides da Cunha foi o primeiro escritor brasileiro a unir a literatura e a história. Com a publicação dessa obra, Cunha entrou para a Academia Brasileira de Letras (ABL) no dia 21 de setembro de 1903, ocupando a cadeira 7, e também para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

































