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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano
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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano
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17 décembre 2025

Livros em destaque: Romances combinam lirismo, realismo e efervescência política

As Irmãs Nardal de Léa Mormin-Chauvac

No coração do entre-guerras parisiense, sete irmãs vindas da Martinica abrem caminho para a emergência de uma consciência negra global. Primeiras mulheres negras a entrar na prestigiada universidade Sorbonne, elas fazem de seu apartamento em Clamart, periferia de Paris, um dos grandes salões intelectuais da diáspora, onde circulam ideias, poetas e militantes vindos da África, do Caribe e dos Estados Unidos.

As Irmãs Nardal, publicado pela editora Bazar do Tempo, ilumina a origem coletiva de um movimento que transformou a literatura e a política do século XX, retraçando a trajetória dessas mulheres pioneiras, símbolos das lutas feministas e antirracistas que mudaram os rumos do movimento negro mundial.

 

 

Filho de Ladrão de Manuel Rojas

Considerado um clássico da literatura chilena, Filho de Ladrão, publicado pela editora Pinard, acompanha Aniceto Hevia, jovem que busca forjar sua identidade em meio à pobreza, à marginalidade urbana e às tensões sociais de Santiago. Inspirado em vivências do próprio Manuel Rojas, o romance combina lirismo e realismo para narrar uma trajetória de formação marcada pela luta por dignidade e liberdade.

 

Floresta na boca de Bel Coelho

O livro mergulha na cultura alimentar amazônica e na sociobiodiversidade da região. A obra publicada pela editora Fósforo, é o resultado de uma expedição realizada no início de 2025 pelo Pará, parte de uma extensa pesquisa sobre os diferentes biomas brasileiros. Com foco em três áreas demarcadas pelos grandes rios que as banham — Baixo Tocantins, Xingu e Tapajós —, a equipe do projeto entrevistou e fotografou moradores de comunidades extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas cujos relatos acerca da relação com os ingredientes locais e a comida compõem um retrato bastante elucidativo da vida em um bioma de importância fundamental para o Brasil e para o planeta.

 

O carteiro e o poeta de Antonio Skármeta

Publicado pela editora Record, este romance consolidou Antonio Skármeta como um dos autores mais representativos da nova literatura latino-americana, conta a história do amor platônico de um carteiro por uma bela garçonete, incendiado pela poesia de Pablo Neruda. Em meio à efervescência política do Chile na virada da década de 1960 para 1970, a improvável amizade floresce. É do prêmio Nobel de Literatura que o carteiro busca conselhos sobre como conquistar o coração da garçonete Beatriz.

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7 avril 2024

No visor de Brasilidade: Produções realizadas durante a ditadura militar e obras atuais exploram paisagens urbanas e naturais

Na Galeria BASE : Montez Magno – Máximo, Múltiplo, Incomum

São mais de 30 obras, entre desenhos, pinturas, fotografias e esculturas com foco na década de 70. As obras do artista foram realizadas durante o período em que a ditadura militar começava a se impor no pais. Algumas obras representam paisagens, paredes, espaços reduzidos, como corredores sem fim, como uma forma de esmagamento cujas cores vivas são como armadilhas para os olhos. Outras obras representam a vida de cabeça para baixo, um mundo virado do avesso e a observação da vida alheia.

No IMS Paulista : Jorge Bodanzky

Exposição Que país é este? de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira, 1964-1985. A mostra reúne pela primeira vez fotografias, reportagens de TV, filmes super-8 e cenas dos principais filmes dirigidos pelo cineasta no período.

 

Na Galeria Vermelho: Organoide

Exposição individual de Lia Chaia que reúne novos trabalhos incluindo uma videoinstalação, dois novos vídeos, desenhos e uma série de móbiles. Suas obras são conhecidas por explorar a inserção do corpo em paisagens urbanas e naturais.

 

Na Pina Luz : Caminho de Guaré

Projeto sensorial do artista baiano José Bento que pensa a relação com o espaço, tempo e memória, atribuindo novos significados ao seu principal material de trabalho, a madeira.

Como é bom viver em Mato Grosso de Gervane de Paula, também na Pina Luz, faz recorte dos 40 anos de carreira do artista, que questiona as problemáticas sociopolíticas do Centro Oeste brasileiro.

A Pina Estação apresenta Sol Fulgurante, arquivos de vida e resistência, que conecta produções realizadas durante a ditadura militar e obras atuais.

Na Casa de Cultura do Parque : Três mostras inéditas 

Apresentação de obras de Alberto Pitta, Mônica Nador + JAMAC, Marcus Vinícius e Geórgia Kyriakakis. As produções partem de movimentos comunitários, tanto culturais quanto sociais, cujos artistas têm o tecido e a serigrafia como base conectora de suas práticas. 

 

Na Danielian Galeria : O Mágico de N’Oz 

Coletiva com mais de 50 artistas e aproximadamente 100 obras, de diversas épocas e movimentos.
Gávea, Rio de Janeiro.

 

Na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea : Entrelinhas

Individual de Valéria Costa Pinto onde ela sustenta um longo diálogo com a tradição construtiva brasileira. Ondas, arcos, elipses e círculos disputam o plano flexível e sanfonado do papel. 
São Conrado, Rio de Janeiro

 

Na Millan : Amilcar de Castro + Kimi Nii + Vivian Caccuri

A exposição Corte, Dobra, Encaixe destaca a convergência entre as obras dos dois artistas e o propósito estrutural compartilhado entre os dois pois ambos criam relações com a luz em seus trabalhos. Enquanto Amilcar utiliza fendas e incisões no ferro para permitir a entrada da luz, Kimi fecha suas esculturas de cerâmica, utilizando a luz para destacar formas geométricas por meio de encaixes. 

Em Mão Invisível, Caccuri apresenta um conjunto de 12 desenhos feitos em carvão e giz pastel, além de uma escultura que usa papel como material principal.

 

 

No MAM: Emmanuel Nassar

A Sala de Vidro apresenta a obra interativa e temporária do artista intitulada Lataria Espacial com trabalhos desenvolvidos nos anos 1980, usando geometria e núcleos de toneladas fortes.

Também no MAM, Paisagens férteis de Santidio Pereira, na qual o artista apresenta sua pesquisa em torno de imagens de biomas brasileiros, da Amazônia à Mata Atlântica.

 

Na A Gentil Carioca de SP: Mostre-me como ruínas fazem um lar

Individual do artista Misheck Masamvu (Zimbábue, 1980) no Brasil. Mostre-me como ruínas fazem um lar apresenta a prática artística de Masamvu ao público brasileiro através de uma série de pinturas inéditas, realizadas ao longo de um período de residência no Rio de Janeiro.
Explorando os limites entre a abstração e a figuração, o artista utiliza sua obra para refletir sobre o passado e buscar formas de estar no mundo. Reconhecido como um dos principais artistas do Zimbábue, o seu trabalho transcende fronteiras, oferecendo uma visão renovada da expressão visual africana e, de forma mais ampla, do projeto decolonial.

2 décembre 2024

Arte em destaque: Produções exploram diferentes contextos e sensibilidades culturais

Na Galeria Base :O ponto. Entre. A flecha, de Matheus Ribs

A exposição reunirá pinturas feitas pelo artista carioca desde o princípio de sua produção artística, que se iniciou após o seu ingresso no curso de Ciências Sociais e teve como ponto de partida a representação de conflitos políticos e ambientais em território brasileiro desde a sua gênese. As pinturas do artista expressam o que há de singular e subjetivo na forma como ele compreende o processo de colonização e descolonização do imaginário social e articulam essa singularidade à memória coletiva do processo de ocupação das terras brasileiras. 

 

Na Art Lab Gallery: *Circuito Contemporâneo*

A exposição coletiva reúne 44 artistas e apresenta cerca de 200 obras, um panorama diverso da produção artística contemporânea brasileira, incluindo pinturas, esculturas, fotografias e joias autorais. Juliana Mônaco, responsável e curadora da galeria, reforça a importância de conectar novos talentos ao circuito cultural: “Esse projeto tem como missão abrir portas, formar pontes e criar um ambiente onde a arte possa acontecer de maneira democrática e acessível. A convivência entre artistas iniciantes e aqueles com trajetória consolidada é uma oportunidade rica de troca criativa e cultural”.  

 

 

Na Galeria Jacques Ardies : São Paulo, meu amor, de Rodolpho Tamanini Netto

Reunindo 22 pinturas, a mostra explora a relação do artista com São Paulo, exaltando sua urbanidade e apresentando a cidade como uma metrópole vibrante e monumental. Reconhecido no segmento da arte popular, o artista paulistano retrata a cidade que o inspira e captura em traços detalhados e simétricos, revelando um olhar sensível sobre o que considera os ícones culturais e naturais de sua terra natal. Através das suas obras, a cidade ganha vida em sua forma mais autêntica, sem abstrações, mas com um detalhamento que reflete a precisão e o olhar apaixonado do artista pelo patrimônio urbano paulistano.

Em sua produção, Tamanini apresenta São Paulo como uma cidade repleta de nuances e riqueza cultural. Elementos como balões, fogos de artifício e papéis picados aparecem como símbolos de celebração, sugerindo uma metrópole vibrante e acolhedora.

 

 

Na Gentil Carioca: Geometria Crepuscular 

A exposição coletiva propõe uma reflexão sobre a geometria na arte contemporânea, explorando uma abordagem que se afasta da estreita formal e exata para incorporar aspectos mais sutis, sensoriais e subjetivos. O grupo de artistas estabelece um diálogo entre o rigor geométrico e as práticas artísticas, investigando questões como o tempo, a memória e o futuro. A geometria é vista como uma passagem, um espaço intermediário entre o dia e a noite, a luz e a escuridão, o visível e o invisível.

 

Na Fortes D’Aloia & Gabriel e na Quadra: Ana Cláudia Almeida & Tadáskía

Uma exposição que ocupa simultaneamente as duas galerias, em São Paulo com uma seleção de novos trabalhos que exploram conexões materiais e conceituais entre cosmologia, memória e transformação. Trata-se da primeira vez que as artistas expõem no Brasil após o ingresso de Almeida no programa de Master of Fine Arts de Yale, e da exposição individual de Tadáskía no MoMA, em Nova York. Mais do que as semelhanças entre as práticas das artistas, a mostra enfatiza as fricções e distâncias que aparecem entre suas obras.
 

 

2 décembre 2024

Festival Internacional de Cinema de Cartagena : Inscrições abertas

O Festival Internacional de Cinema de Cartagena – FICCI é um evento cinematográfico gratuito e de vocação social que, anualmente, faz uma leitura das circunstâncias do país e do mundo para desenvolver um encontro cultural de uma forma inclusiva e plural. 

 

Fundado em 1960, o FICCI é o festival de cinema mais antigo da América Latina. Ao longo de sua história caracterizou-se por acolher e promover a renovação da dramaturgia cinematográfica da América Latina e do mundo.

Contato : coord.programacion1@ficcifestival.com

 

 

 

2 décembre 2024

América latina e Caribe: Taxa de pobreza regional teve queda de 1,5%

A porcentagem da população latino-americana em situação de pobreza em 2023 foi de 27,3%, uma queda de 1,5 ponto percentual em comparação ao ano anterior e mais de 5 pontos percentuais em relação a 2020, o ano mais crítico da pandemia da COVID-19. Esse é o valor mais baixo desde que existem registros comparáveis. 

Por outro lado, a taxa de pobreza extrema atingiu 10,6% da população da região, 0,5 ponto percentual abaixo de 2022, mas acima dos níveis de 2014. No total, 172 milhões de pessoas viviam na pobreza em 2023, das quais 66 milhões estavam em situação de pobreza extrema, informou hoje a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. 

Apesar do progresso, ainda há 172 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe sem renda suficiente para cobrir suas necessidades básicas. Dentre elas, 66 milhões não conseguem adquirir uma cesta básica de alimentos.

 

Fonte : CEPAL

 

 

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26 novembre 2024

Cinema em destaque: 39o Festival internacional de Cine de Mar del Plata

Até 1 de dezembro 2024

Esta edição é dedicada aos 70 anos do festival, fundado em 1954, cujo propósito é apresentar filmes de horizontes diversos assim como celebrar o cinema argentino. Nesta retrospectiva que comemora os 70 anos do festival, serão exibidos novamente títulos que passaram por Mar del Plata e que tiveram importante carreira nacional e internacional.

 

A presente edição é composta de cinco competições. A principal é a internacional em seguida vêm a competição Latino-americana (curtas e longas metragens), a competição Argentina (longas e curtas metragens), a competição Estados Alterados que apresenta várias produções experimentais e a competição En Trânsito que ajudará a finalizar os projetos em andamento.

 

Presença brasileira no Festival internacional de Cine de Mar del Plata 2024

Competição Internacional

La quinta / The Cottage de Silvina Schnicer - Argentina, Brasil, Chile, España - 2024

Competição Latino-americana

A procura de Martina / Martina's Search de Márcia Faria - Brasil, Uruguay - 2024

Competição Latino-americana de curtas

Quando aqui / When Here de André Novais Oliveira - Brasil - 2024

Competição Estados Alterados

A Fidai Film de Kamal Aljafari - Palestina, Alemania, Qatar, Brasil, Francia - 2024

Potenciais à Deriva / Adrift Potentials de Leonardo Pirondi - Brasil, Estados Unidos - 2024

Panorama

Inexplicável de Fabrício Bittar - Brasil - 2024

 

 

23 septembre 2024

Brasilidade: Exposições questionam sobre os conceitos e os padrões sociais estabelecidos

No MACC - Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba 

Mauricio Kaschel apresenta a exposição "Atípico", cuja proposta é a reflexão dos padrões sociais estabelecidos, a celebração da singularidade e o questionamento dos conceitos de normalidade e anormalidade. O artista, que utiliza uma paleta monocromática e o papelão como suporte, convida a refletir sobre a inclusão e a diversidade. Suas figuras solitárias, em poses meditativas, expressam a complexidade de sua experiência como indivíduo.

"Atípico" se posiciona como uma reflexão profunda sobre a arte e a condição humana, explorando suas complexidades e o fazer artístico como meio de expressão individual e coletiva.

 

Na Galeria Alma da Rua I

Victor Pinheiro apresenta a exposição "TDAH", onde mergulha na complexidade do TDAH, transformando a multiplicidade de ideias e a dispersão de foco característica do transtorno em uma série de telas que expressam a energia caótica e dinâmica de sua mente criativa. As obras apresentadas refletem essa diversidade, trazendo uma explosão de cores e formas que convida o espectador a enxergar a arte sob uma nova perspectiva.

 

Na Galeria Millan

Lidia Lisbôa apresenta a exposição “O Teatro”, onde estão reunidas uma ampla gama de materiais e suportes apresentados em uma instalação imersiva. Ao longo da mostra, o espaço receberá performances e ativações, configurando-se como um palco onde as histórias e os gestos da artista possam ganhar forma.

 

Na Uncool Gallery de Nova York, EUA

Tiago Aguiar apresenta "Rusá: BraSilian Devotion and Celebration", cujo tema é a profundidade cultural e religiosa da Festa do Rosário, celebrada anualmente em Serro, Minas Gerais. A exposição destaca a complexidade da identidade brasileira através da fotografia relacional e da foto-instalação, sob o olhar do artista e congadeiro mineiro. As obras investigam a complexa tapeçaria cultural da festa, que é reconhecida pelo IPHAN como patrimônio histórico e artístico do Brasil.

162 Flushing Ave, 1º andar, Brooklyn, NY – EUA

 

 

Na Galeria Movimento

Xico Chaves apresenta Luz da Matéria, nova série que transita na fascinante dualidade entre a matéria do planeta e a luz do espaço sideral em uma narrativa que compara e justapõe o terreno e o cósmico. A mostra traz à tona a complexidade e a beleza dos elementos que a compõe e o artista nos convida a explorar a intersecção entre o palpável e o intangível.

 

Na Galeria Quadra, RJ

de viés estabelece um diálogo entre as obras de três artistas. Os trabalhos de Claudio Cretti, Marcelo Pacheco e Thomaz Rosa criam um diálogo onde as linhas transversais se encontram e se afastam e onde, durante este percurso, é necessário enxergar e imaginar.

 

Na Nonada ZN, RJ

A galeria apresenta quatro exposições simultâneas que abrangem uma ampla diversidade de suportes e expressões artísticas. Mário Cravo Júnior, Raylton Parga, Erick Peres e Manu Costa Lima ocupam diferentes espaços da galeria e exploram temas como materialidade, memória, espacialidade e transcendência. Ao mesmo tempo, a coletiva “Everything Tends To Ascend (Part II)”, ocupa o mezanino da galeria. Esculturas, relevos, fotografias, instalações site-specific, vídeos e performances também fazem parte da programação.

 

 

16 septembre 2024

Brasilidade destaca: Casa Artistas Latinas e exposição Bagagem

A Casa Artistas Latinas foi inaugurada recentemente no coração cultural do centro do Rio de Janeiro, na Cinelândia. O espaço será um importante ponto de encontro para as artes visuais cuja programação terá como foco a discussão sobre a inserção de mulheres artistas na economia criativa.

Atualmente, a Casa apresenta a coletiva intitulada Bagagem e reúne 21 artistas do Brasil, Guatemala, Uruguai e Argentina cujas produções discutem múltiplas perspectivas e materialidades, entre o sagrado e o profano, o mito e o sonho.

A Casa Artistas Latinas fica na Praça Mahatma Gandhi, 2 – salas 203 e 204 – Centro, RJ

 

 

10 septembre 2024

Livros em destaque: Como os fatos ganham seu verdadeiro sentido e se transformam em pequenas revelações do destino

Todas as bicicletas que eu tive, novela gráfica escrita por Powerpaola, as bicicletas são as musas que a levam para o passado, pelo qual fluem amores, perdas, amizades, irmandades, tragédias, acidentes e desilusões. Contemplados do selim, os fatos ganham seu verdadeiro sentido e se transformam em pequenas revelações do destino. O da protagonista, é claro, mas também o do leitor.

Esta é uma iniciativa editorial latino-americana. Cinco editoras em torno a um único livro: Todas as bicicletas que eu tive se publica ao mesmo tempo por El Fakir (Equador), La Silueta (Colômbia), Lote 42 (Brasil), Musaraña (Argentina) e Sexto Piso (México e Espanha). Conheça mais detalhes do projeto neste site: http://www.todaslasbicicletasqueeutive.powerpaola.com/

Editora Lote 42.

 

 

Em Doppelgänger a autora, Naomi Klein, faz uma investigação no submundo online da desinformação e das teorias conspiratórias. Neste livro ela parte da observação, quase obsessiva, das atividades de sua sósia, para tentar entender como funciona essa realidade paralela, um mundo invertido no qual as pessoas embarcam em uma teia de verdades facilmente contestáveis e assumem discursos fanáticos, repletos de violência e paranoia, expandindo a polarização das redes sociais para diversas outras esferas da sociedade. Editora Carambaia.

 

 

Em Todo o resto é muito cedo a autora, Luiza Mussnich, reúne algumas marcas da sua produção poética, como os poemas-listas, os poemas-aforismas, a ironia e o humor, e expande o seu repertório de temas e formatos. Neste livro ela evidencia a necessidade de nomear, interpelar e inventariar o próprio tempo diante das incertezas e urgências, de criar vínculos e memória, e costura diálogos com suas referências de campos diversos. Editora Bazar do Tempo.

 

Em No muro da nossa casa Ana Kiffer recupera a história de sua família e de outras mulheres, em um dos períodos mais nefastos da história recente do Brasil, para recriar o encontro com a sua mãe. Editora Bazar do Tempo.

 

 

Lobo Mau com dor de dente apresenta o famoso e astuto vilão em uma situação inusitada: está precisando de ajuda. Com uma dor insuportável em um dos seus dentes refinados, o Lobo Mau terá de apelar para velhos conhecidos: os Três Porquinhos, os Sete Cabritinhos, o Vovó da Chapeuzinho Vermelho… Até o leitor será convocado a participar. Editora Carambaia.

 

 

 

 

26 novembre 2024

Violência contra mulheres: Um problema generalizado em todo o mundo

Globalmente, 85.000 mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em 2023. Desses homicídios, 60% - 51.000 - foram cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. Isso equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias por seus parceiros ou parentes próximos, ou seja, uma mulher ou menina assassinada a cada 10 minutos.

 

Em 2023, a África registrou as maiores taxas de feminicídios relacionados a parceiros íntimos e familiares, seguida pelas Américas e pela Oceania. Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres assassinadas no ambiente doméstico (64% e 58%, respectivamente) foram vítimas de parceiros íntimos, enquanto em outras regiões os principais agressores foram membros da família.

 

Para a diretora-Executiva do UNODC, Ghada Waly, “é necessário criar sistemas de justiça criminal eficazes que responsabilizem os agressores e garantir apoio adequado para as sobreviventes”.

 

Fonte: ONU Mulheres

 

 

2 septembre 2024

Brasilidade destaca : Stefania Bril, desobediência pelo afeto

Nascida na Polônia em 1922, em uma família judaica, Stefania Bril emigrou para o Brasil em 1950. Em São Paulo, em 1970, consolidou-se inicialmente como fotógrafa e, a partir dos anos 1980, como crítica e curadora. Em suas imagens, captou especialmente cenas cotidianas, pessoas comuns e momentos de encontro e irreverência. 

A desobediência parece ser um dos principais traços que marcaram sua vida e seu trabalho, que questiona certos critérios tradicionais da fotografia. Suas fotos revelam tanto um olhar esperançoso e empático como uma posição crítica, alguém que enxerga a falência da cidade moderna e que aposta no afeto como antídoto à violência estrutural, no cotidiano como espaço de resistência – inclusive em meio a contextos totalitários, como os anos de chumbo no Brasil.

A imagens de Stefania Bril estão sendo apresentadas no IMS Paulista em uma primeira exposição individual dedicada à fotógrafa polonesa.

 

 

2 septembre 2024

No visor de Brasilidade : Obras refletem um paralelo entre onirismo e realidade mundana

No Instituto Moreira Sales : Coleção Angeli

A Coleção Angeli é composta por 2.100 itens, incluindo 700 charges, 700 tirinhas e 700 ilustrações originais, além de esboços meticulosos que revelam o processo criativo do cartunista. Angeli é conhecido pela criação de personagens icônicos como Rê Bordosa e Bob Cuspe.

 

Na Galeria Quadra (SP) : Olhe bem as montanhas

A mostra reúne mais de 40 obras que, de diferentes maneiras e em variadas mídias, se desdobram sobre o tema da paisagem e como somos afetados pelo espaço que nos circunda.

 

Na Galeria Movimento (RJ) : Quentchura de Kboco

A mostra apresenta os trabalhos recentes do artista e reúne símbolos de procedências múltiplas – hindu, budista, egípcia antiga, das culturas urbanas brasileiras contemporâneas, das ancestralidades locais e africanas.

 

 

Na Galeria Zipper : Lugar de Passagem de Laura Villarosa e Motel de Evandro Prado

A mostra é focada na revisitação das paisagens naturais e suas interações com o ser humano. Nela, a artista tece simbologias para a passagem do tempo, em trabalhos que se situam entre a figuração e a abstração. A artista utiliza tecidos, linhas, algodão, nylon, pintura acrílica, aquarela e resina.

A mostra Motel, de Evandro Prado, é composta de pinturas em óleo sobre linho onde o artista utiliza a estética das placas de motéis e sinalizações de estrada para criar uma crítica visual ao consumo, à política e ao sexo no Brasil contemporâneo.

 

Na Galeria Alma da Rua II: Vida é Arte de Chivitz

A mostra destaca a inovação do artista além da sua capacidade de transitar entre diferentes suportes e de incorporar novas tecnologias em suas criações. O artista, conhecido no cenário artístico-underground de São Paulo, se inspira de sua vivência na atmosfera urbana e é criador de um estilo figurativo de pintura que revela personagens carregados de feições humorísticas e sarcásticas.

 

Na Art Lab Gallery : Foto & Circuito Contemporâneo

Coletiva com a participação de 55 artistas, a mostra destaca a fotografia e o seu poder em capturar as transformações culturais, tecnológicas e sociais. A seleção apresenta obras que transitam entre o tradicional e o inovador estabelecendo um paralelo com a história da arte e suas respostas às mudanças da sociedade.

 

 

Na Pina Contemporânea : Terceiro Mundo de Gabriel Massan

Exposição instalativa a partir de um jogo videogame interativo e da participação de artistas convidados. O jogo construído pelo artista convida o público a repensar suas ações no mundo, em um universo fantástico, a partir de um storytelling colaborativo.

 

Consulado da Argentina - Sala Antonio Berni (RJ) : A arte que nos une

A mostra reúne pinturas, esculturas, instalações e fotografias de artistas brasileiros e argentinos.

 

Museu de Arte do Rio (RJ) : Ideias radicais sobre o amor de Panmela Castro

A mostra apresenta obras que exploram questões sobre afetividade, solidão, visibilidade, autocuidado e memórias.

 

 

31 juillet 2024

Exposições em destaque: Experiências visuais combinam tradição e novas influências

Na Galeria Alma da Rua I: Brincando com o Vento, de Thiago Goms

A mostra propõe uma reflexão sobre a arte urbana e suas influências no cenário cultural contemporâneo. Thiago Goms, reconhecido por seus personagens híbridos com cabeça de gato, centra a exposição na temática dos pipas. A exposição conta com 11 trabalhos que exploram cenas do cotidiano de uma das brincadeiras mais comuns que, por décadas, segue como uma cultura que tem linguagem própria, regras e ensinamentos.

 

 Thiago Goms

 

Na Galeria Vermelho: Errante, de Marcelo Moscheta e Gravidade, de Carlos Motta

Moscheta apresenta uma instalação de grandes dimensões feita a partir da frottage do Dólmen da Arca, no Município de Oliveira de Frades, em Portugal, e um conjunto de trabalhos realizados a partir de materiais e vivências obtidas por anos em suas expedições e caminhadas, estabelecendo um glossário de possibilidades.

Ao longo de sua carreira, Moscheta realizou expedições pelos mais diversos lugares do globo, incluindo o Ártico, o Atacama e a Bretanha. Suas obras estão relacionadas com a tradição conceitualista do caminhar das mais diversas formas, da intervenção em paisagens a transposição da experiência de estar nos lugares por meio de obras ligadas a documentação.

 

Gravidade, de Carlos Motta
Gravidade é um projeto em duas partes composto por um desenho fragmentado feito em grafite e um vídeo de 14 minutos, comissionado pela Vermelho e produzido em São Paulo em junho de 2024. O desenho retrata uma paisagem árida onde centenas de humanos cuidam uns dos outros com urgência. As figuras seguram, carregam e arrastam-se mutuamente cuidadosamente, visivelmente lidando com o peso dos corpos, mas determinadas a ajudar uns aos outros a persistir em meio a um deserto seco onde apenas alguns trechos de grama verde sugerem a esperança de sobrevivência.

 

 

Na Galeria Arte Aplicada: Retrato Arquitetônico Brasileiro de Luciana Levinton

A artista argentina se inspira em grandes personalidades do modernismo brasileiro e traduz obras icônicas em pinturas a óleo sobre papel de revista de arquitetura vintage.

 

Na Galeria Millan: Seis propostas de Calvino

Coletiva que convida artistas de diferentes gerações para dialogarem com as Seis propostas para o próximo milênio do autor italiano Italo Calvino (1923-1985), sendo, a rapidez, a exatidão, a consistência, a visibilidade, a multiplicidade e a leveza.

 

 

No IMS Paulista: Ciganos, Praga 1968, Exílios de Josef Koudelka
A mostra apresenta três dos mais icônicos trabalhos do renomado fotógrafo Josef Koudelka, um dos grandes representantes da tradição humanista da fotografia. As imagens da série Ciganos foram tiradas entre 1962 e 1970 em acampamentos ciganos na Eslováquia.

Em Praga, 1968, Koudelka documentou a invasão soviética de seu país, registrando a opressão militar e a luta por liberdade. As imagens de Exílios foram feitas a partir dos anos 1970, após o artista deixar a Tchecoslováquia devido às condições políticas.

 

Na Galeria Base : Vania Toledo – O Terceiro Olhar

A exposição é uma homenagem à artista Vania Toledo, falecida em 2020. A mostra homônima foi apresentada em 2001 na Pinacoteca do Estado de SP, com textos de Antonio Bivar (in memoriam), Emanoel Araújo (in memoriam) e Diógenes Moura. Para esta ocasião foram selecionadas 22 obras que expressam o estilo da fotógrafa combinando sombras, contornos, cores e transparências em um mix de peso e leveza.

Uma das principais documentaristas da efervescente cena cultural dos anos 1970 aos 90, Vania Toledo gostava de fotografar pessoas, algumas famosas e outras menos conhecidas. Além de registros da vida noturna de São Paulo, ela também foi pioneira de nus masculinos.

 

Imagem : Vania Toledo

22 juillet 2024

Em destaque : 6ª edição do Concurso de Fotografia do MERCOSUL

A 6ª edição do Concurso de Fotografia do MERCOSUL busca visibilizar as principais obras e projetos financiados pelo Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), conectando-os com o desenvolvimento das comunidades e com a bienestar do principal beneficiário: o cidadão do MERCOSUL. Através das imagens busca-se capturar desde uma perspectiva artística a materialização da solidariedade entre os países do MERCOSUL para fornecer recursos não reembolsáveis ​​que financiam obras emblemáticas que promovem o desenvolvimento e melhoram a qualidade de vida dos cidadãos. Inscrições até 01/09/2024.

Consultas: concursofotografia@mercosur.int 

 

 

Na Art Lab Gallery : Liberdade Só – A Sombra da Montanha é a Montanha

A exposição apresenta as obras de Marisa Nunes e explora a busca humana pela liberdade através de uma lente pessoal e coletiva, onde cada peça reflete a profundidade das experiências da artista. 

A artista utiliza técnicas mistas em pintura, com sobreposições de tintas e colagens de folhas de ouro, além de esculturas em aço. Sua obra é uma manifestação da evolução pessoal e coletiva, tecendo memórias de infância, adolescência e a construção de sua personalidade adulta. As influências culturais e religiosas são evidentes em suas peças, refletindo a complexidade da busca humana pela liberdade. As obras de Marisa Nunes são marcadas pelo uso simbólico do vermelho e do preto, representando a fumaça, o sangue e o caos das guerras que permeiam a história da humanidade. O aço carbonado é utilizado para simbolizar a dor, enquanto as paletas leves e os cenários de paz contrastam, sugerindo a dualidade entre conflito e serenidade. Em cartaz até 5 de agosto.

 

 

Na Japan House : Sutorīto Fashion: moda das ruas

A exposição ‘Sutorīto Fashion: moda das ruas’, que apresenta as tendências de moda desde a década de 1950 até os dias atuais por meio de mais de 100 registros fotográficos, traz destaque para a moda de rua do Japão. A seleção de fotografias analisa as mudanças da moda de rua no Japãodos anos 1950 aos anos 2020, abordando diversas tendências internacionais, cinema e música, assim como a contracultura japonesaque surgiu em resposta às mudanças culturais, sociais, políticas e econômicas dessas épocas. Em cartaz até 20 de outubro.

 

 

Na Casa de Cultura do Parque : três exposições inéditas 

O local mostra três exposições inéditas que trazem artistas de diferentes gerações, apresentando obras em diversas mídias e criadas especificamente para os espaços da Casa. Reunindo nomes como Carla Chaim, Marcelo Amorim, Nino Cais, Lenora de Barros, Rosângela Rennó, Leda Catunda, Flora Leite e Mano Penalva, as mostras marcam o II Ciclo Expositivo de 2024 e ficam em cartaz até o dia 13 de outubro.

 

 

Na Galeria Alma da Rua II :  CASACORPO

CASACORPO, da multiartista Pati Rigon, reúne uma série de pinturas a óleo que exploram o conceito do corpo humano como uma casa. A obra de Pati Rigon interpreta o corpo/carne/espírito humano como uma residência privada e suas múltiplas identidades transitórias. Através de sua arte, a artista convida o público a percorrer os corredores da alma, explorando os recantos mais íntimos do coração, em uma jornada introspectiva que revela os labirintos pessoais e as histórias que moldaram cada indivíduo. Em cartaz até 21 de agosto.

 

 

 

1 juillet 2024

Brasilidade destaca : A pluralidade das técnicas e a diversidade dos estilos das produções artísticas

No Instituto Tomie Ohtake : Calder + Miró

A exposição contempla a amizade entre um dos principais escultores modernos e um dos mais famosos pintores surrealistas: o escultor norte-americano Alexander Calder (1898-1976) e o catalão Joan Miró (1893-1983), além de trabalhos de nomes nacionais consagrados e influenciados direta ou indiretamente pelas produções dos dois artistas. 

 

 

Na Galeria Alma da Rua II : Beijaflormetria Cósmica de Boleta

Daniel Medeiros, a.k.a. Boleta, é um nome de destaque no cenário da arte urbana paulistana desde 1990, transformando os muros da cidade com pixações e em seguida com graffitis. Sua trajetória é marcada pela busca de novos símbolos e narrativas, influenciada por seu envolvimento com a religião Santo Daime e suas peregrinações pela região do Acre, onde teve contato com o xamanismo. Beijaflormetria Cósmica apresenta a mais recente produção do artista.

 

 

Na Galeria Movimento, RJ : Marcelo Monteiro

A exposição No Limite do Possível percorre a produção recente do artista, que investiga as relações de poder no mundo do trabalho operário e parte da maestria artesanal para subverter a lógica operacional das ferramentas necessárias à execução do trabaho fabril, e as transpõe para a dimensão metafórica da ação.

 

Na Galeria Millan: Gustavo Caboco

A exposição Manhaba'u: onde toca o invisível, reúne pinturas, instalações, bordados e objetos que mostram a memória da Terra segundo a abordagem do povo Wapichana.

 

Na Galeria NONADA SP :  DIADORIM

A coletiva reúne 17 artistas em torno de 19 obras que exploram temas como corpo, inadequação, pertencimento e gênero, utilizando diversas técnicas e suportes, incluindo pintura, escultura, fotografia e desenho. No programa, performance e instalações que giram em torno do classico literario "Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa.

 

 

Na Galeria Alma da Rua I: Antigos Agoras

A mostra apresenta a evolução da arte urbana e as influências que moldaram o trabalho do grafiteiro Rocket. O artista, que utiliza humanoides como elemento central, propõe uma nova interpretação da figura humana e suas interações com o espaço e as cidades. Seu estilo se alinha à tradição da arte de rua, que historicamente tem sido uma forma potente de expressão e resistência cultural.

 

 

 

No MASP : Catherine Opie

A exposição Catherine Opie: o gênero do retrato, dialoga com a tradição do retrato – um dos mais tradicionais gêneros da pintura ocidental – de modo a dar legitimidade a novos corpos, subjetividades e experiências que emergem na sociedade contemporânea. Em suas fotografias, Opie retrata diversas expressões e subjetividades de indivíduos e coletivos que se identificam com gêneros e orientações sexuais diversas, especialmente pessoas queer. 

A mostra é a primeira da artista no Brasil, e reúne 63 fotografias de suas séries mais emblemáticas, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas.

 

 

No MASP: Lia D Castro: em todo e nenhum lugar

Seleção de pinturas da artista que mostram momentos de intimidade e afetos em um processo de investigação sobre preconceitos, masculinidade, racismo e estruturas de poder. A mostra reúne 36 trabalhos, sendo a maioria pinturas de caráter figurativo. As obras selecionadas exploram cenários onde o afeto, o diálogo e a imaginação se tornam importantes ferramentas de transformação social. 

 


 

1 juillet 2024

Livros em destaque : Narrativas textuais vêm dos campos das artes, da cultura e da educação

Caderno-ensaio 1: Barro (2024), publicação do Instituto Tomie Ohtake que propõe uma jornada por temas que atravessam as exposições e as pesquisas desenvolvidas pelo Instituto, aproximando narrativas textuais e imagéticas vindas dos campos das artes, da cultura e da educação. O livro compartilha em forma de textos, imagens e convites relações únicas com a terra, o barro, o território e a natureza.

 

Vovó e o segredo da força das meninas, publicação da editora Jandaíra, mergulha em uma jornada onde as crianças deverão resolver uma tarefa escolar: contar a história de mulheres inspiradoras. Com a ajuda da vovó Ida as meninas conhecerão histórias de mulheres incríveis que mudaram o mundo.

 

Hotel Deriva, poemas de Luís Inácio Costa, publicação da editora Patuá, buscam recolher e redesenhar a experiência poética nascida da perambulação pela cidade. Duas cidades radicalmente distintas se abrem a essa exploração: São Luís, cidade da memória do autor, e São Paulo. Essa experiência da cidade se manifesta nos poemas como uma experiência do estrangeiro.

 

 

24 février 2025

Livros em destaque: obras destacam temas como identidade, resistência e ancestralidade

Em busca dos jardins de nossas mães de Alice Walker. Entre perspectivas pessoais e políticas, a autora nos convida a acompanhá-la na busca da própria identidade e das referências afro-americanas, muitas delas apagadas pela história.

 

O coração que chora e que ri de Maryse Condé. Neste livro, a autora evoca a criança que percorre as paisagens caribenhas, a jovem que descobre em Paris a sua identidade negra, e revive o momento que lhe devolveu o amor pela sua família.

 

 

A arte dos mundos negros de Anne Lafont. Os textos reunidos neste livro atestam o compromisso de Anne Lafont com as novas perspectivas da história da arte.a autora traça um panorama sobre as imagens e a cultura material do chamado Atlântico Negro, possibilitando novas aberturas para repensarmos o que é a arte africana, bem como seus usos e sentidos no contexto da colonização.

 

Entre nós mesmas de Audre Lorde. Coletânea que reune três de seus livros das décadas de 1970 e 1980, período de seu maior engajamento pelas causas feministas e raciais.

 

 

Narrativas indígenas: sete lideranças de diferentes regiões para ecoar suas vozes de resistência

Parte dos depoimentos coletados também podem ser acessados no documentário Povos Indígenas no Brasil.

Dono das palavras: a historia do meu avô de Yamaluí Kuikuro Mehinaku

Nahũ Kuikuro foi um dos primeiros indígenas do Alto Xingu a aprender português. Durante muitos anos, foi mediador das relações entre indígenas e não indígenas e teve papel decisivo na criação do Parque do Xingu. Este livro, de autoria de seu neto Yamalui Kuikuro, conta sua história – que é também a história de um povo e de um país.

 

 

 

20 novembre 2024

Empoderamento feminino: Meta de 30% de representação feminina está ultrapassada

De acordo com o Comitê sobre o empoderamento econômico das mulheres, as metas de 30% de representação das mulheres na tomada de decisões são “incompatíveis com o objetivo central da Convenção de eliminação da discriminação contra as mulheres, pois transmitem a mensagem de que a desigualdade entre mulheres e homens é justificável.”

 

 “A tomada de decisão terá um significado real e dinâmico, além de um efeito duradouro, somente quando for compartilhada na proporção de 50-50 entre mulheres e homens, e levando em conta os interesses de ambos”, acrescentou o Comitê.

 

Em 2022, as mulheres representavam apenas 16% dos negociadores de Paz, e somente 33% dos acordos de paz incluíam disposições para mulheres ou meninas, de acordo com a ONU Mulheres. Isso reflete que “as mulheres permanecem estruturalmente excluídas da prevenção de conflitos e crises, bem como das negociações de paz”, disse o Comitê.

Fonte: ONU

 

 

10 juin 2024

Arte contemporânea : Produção se concentra na investigação do prazer, da memória e dos sentidos

Na NONADA ZN: "O burro cansou" e "Xepa"

O espaço abre duas mostras individuais simultâneas: O burro cansou de Gerben Mulder,  e Xepa, de Nati Canto. 

A exposição de Gerben Mulder, em parceria com a Fortes D’Aloia & Gabriel, é uma retrospectiva que reúne pinturas, desenhos e esculturas dos últimos 20 anos da produção do artista. Gerben explora flores, figuras humanas e animais como pontos de partida para suas pinturas oníricas repletas de energia erótica. Vacilando entre rostos de adultos e corpos infantis, seus personagens, em permanente transformação, trilham uma linha tênue entre inocência e perversidade. 

Já a mostra individual de Nati Canto, intitulada Xepa, exibe 12 esculturas. Nati Canto faz uso de ingredientes culinários transformando-os em gelatinas em sua cozinha-ateliê para compor suas obras. Em diálogo com a arte brasileira, sua produção extrapola as técnicas tradicionais do campo artístico, trazendo procedimentos gastronômicos para o universo da arte contemporânea. Sua pesquisa se concentra na investigação do prazer, da memória e dos sentidos.

Até 10 de Agosto de 2024

Local: NONADA ZN - Penha, RJ

 

Na Ricardo Camargo Galeria : O Filiarcado de  Wesley Duke Lee

Nesta série, composta por oito pinturas de grandes dimensões (257 x 227 cm), o artista utiliza bastões de pastel a óleo sobre uma base de argamassa que remete às paredes de pedra das cavernas, criando uma textura sólida e enrugada que dá vida às suas figuras. As obras exploram a temática dos jogos infantis ancestrais. Lee utilizou computação gráfica para recriar essas imagens em uma perspectiva renascentista e os cenários são dispostos de maneira a criar uma trama delicada dentro dos losangos, remetendo aos jogos e à paisagem da infância do artista.

Até 28 de Junho de 2024

Local: Ricardo Camargo Galeria- J. Paulistano, São Paulo

Na GW Gallery: "Ìmólè Oòrùn" de Luiz Moreira

A mostra, traz uma reflexão profunda sobre a ancestralidade e a identidade afro-brasileira através de uma perspectiva afro diaspórica e contra colonial.

"Ìmólè Oòrùn" (Luz do Sol) é uma homenagem aos antepassados do artista, destacando a riqueza da tecnologia, conhecimento e sabedoria que eles produziram. O artista mergulha em sua subjetividade para revelar sua cosmo percepção do mundo. Suas obras retraçam memórias de infância, viagens, leituras e experiências, carregam narrativas ricas em referências ancestrais e rituais africanos, além de memórias carnavalescas. Sua arte reforça a identidade e a história da comunidade afrodescendente, enfatizando que sua história é rica em saberes e tecnologia cultural, e não se inicia com a escravidão.

Até 10 de junho de 2024

Local: Whitebox | Rosewood São Paulo - Bela Vista, São Paulo

 

Na NONADA ZS : Brotar no Vazio, Atmosférico Breu de Ana Matheus Abbade

A mostra explora a intersecção entre diferentes abordagens artísticas que lidam com materialidade e proporcionam uma reflexão sobre a relação entre o visível e o invisível, o tangível e o intangível, trazendo à tona a poética das materialidades efêmeras. Ela também aborda a questão da transição em uma perspectiva estética e política.

Até 17 de agosto de 2024

Local: NONADA ZS - Copacabana, RJ

 

Na Galeria Jacques Ardies : Vida no Campo

A mostra exibe obras de seis pintores atuantes: Ana Maria Dias, Edivaldo, Edna de Araraquara, Francisco Severino, Lucia Buccini e Mara D. Toledo. As obras selecionadas refletem suas memórias sobre a infância no campo, capturando os ciclos naturais e a vida harmoniosa integrada à natureza.

Até 06 de julho de 2024 

Local: Galeria Jacques Ardies– Vila Mariana, São Paulo

 

20 novembre 2024

Proteção social: 75% da população global não tem proteção social

O Relatório Mundial sobre Proteção Social 2024-26 mostra que, pela primeira vez, mais de metade da população global (52,4%) conta com alguma forma de cobertura de proteção social. No entanto, nos 50 países mais vulneráveis ao clima, 75% da população (2,1 bilhões de pessoas) não têm qualquer cobertura de proteção social. 

 

Globalmente, a maioria das crianças (76,1%) permanece sem cobertura de proteção social eficaz. Há também uma lacuna de gênero substancial, com a cobertura eficaz das mulheres menor do que a dos homens (50,1% e 54,6%, respectivamente). 

 

Diante o impacto da mudança climática, é necessário ajudar pessoas e sociedades a se adaptarem a uma nova realidade climática volátil e facilitando uma transição justa para um futuro sustentável.

Fonte : OIT/ONU

 

4 juin 2024

No visor de Brasilidade : José Cláudio & Guilherme Almeida – Convergência de Afetos

A Galeria Base apresenta cerca de 30 pinturas de dois artistas, José Cláudio e Guilherme Almeida, cuja linguagem explora aspectos do cotidiano do povo brasileiro.

José Cláudio (falecido em 2023) era um pintor conhecido pelo tempero picante de seus ensaios e crônicas e pelas suas pinturas sobre tela e Eucatex. Guilherme Almeida, artista contemporâneo, desenhista e pintor, é conhecido por incorporar jornais e plásticos nas suas obras.

Ambos artistas têm em comum o afeto pelas coisas do mundo – pessoas, festas populares, ofícios, ritos e celebrações – que misturam porções de alegria e dor.

José Claudio era amante das festas populares e gostava de registrar esses momentos nas suas obras.

Imagem : José Claudio / Base

 

Quanto a Guilherme Almeida, ele tem colocado a tradição africana no centro da sua poética, estreitando as relações entre o corpo, o espirito e a natureza.

 

Imagem : Guilherme Almeida / Base

 

Os dois protagonistas representam assim atividades cotidianas criando pontes entre presente e passado numa convergência de afetos.

Local : Alameda Franca, 1030 – SP

Até 13 de julho

4 juin 2024

Livros em destaque: Nesta seleção especial, títulos exploram a construção de histórias e a expressão de emoções

O bebedor de vinho de palma e seu finado fazedor de vinho na Cidade dos Mortos, de Amos Tutuola foi considerado um dos 100 melhores livros de literatura fantástica de todos os tempos, de acordo com a revista Time. Primeiro romance africano escrito em inglês e publicado no exterior, o livro editado e traduzido pela CARAMBAIA mostra a jornada alucinante do herói por matas, rios e vilarejos da Nigéria em busca de seu antigo seu fazedor de vinho. Editora Carambaia

 

 

Curar o ressentimento, de Iana Vilela, faz uma leitura do livro da filósofa e psicanalista Cynthia Fleury. O tema é : O que vamos fazer pela nossa cicatrização? Entender é, sem dúvida, o primeiro passo. Transformar é o segundo. Editora Bazar do Tempo

 

 

 

 

A mulher que virou tatu é uma história originalmente registrada no início do século XX, pelo historiador João Capistrano de Abreu. Nesta edição atualizada por Eliane Camargo e Anita Ekman, a historia retraça as atividades de uma família de cultivadores, os Caxinauá. Editora Hedra

 

 

Eu nunca leio, só vejo as figuras, de Amir Brito Cadôr, funciona como um guia de leitura para conhecer os livros de artista por meio de sua aproximação com as obras para crianças.

Livro nº 53 da Lote 42

 

 

 

5 février 2025

Aquecimento global: Os impactos climáticos devastadores do aumento da temperatura global

2024 é considerado como o ano mais quente já registrado e todos destacam a recente taxa de aquecimento.

Cerca de 90% do excesso de calor resultante do aquecimento global é armazenado no oceano, tornando o conteúdo de calor do oceano um indicador crítico da mudança climática.

Como o aquecimento global continua, há uma necessidade urgente de rastreamento, monitoramento e comunicação com relação à meta de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris, para ajudar os formuladores de políticas em suas deliberações.

Fonte: Organização Meteorológica Mundial

 

 

5 février 2025

Brasilidade cultural: Exposições destacam a diversidade e a liberdade criativa dos artistas

Na CAIXA Cultural São Paulo: Ygapó: Floresta encantada de águas de Andréa Brächer

A mostra explora a relação entre a natureza amazônica e o imaginário, utilizando a técnica histórica da cianotipia para criar imagens que transitam entre o real e o poético.

Os igapós – regiões permanentemente alagadas da floresta amazônica – inspiram as 14 obras expostas, que foram captadas em Alter do Chão, no Pará. A narrativa visual combina beleza e urgência, convidando o público a refletir sobre a preservação ambiental em tempos de crise climática.

Para a curadora Letícia Lau, as imagens da série funcionam como um “alerta poderoso” sobre a importância da preservação dos ecossistemas e sobre o impacto humano na natureza.

 

 

Na Art Lab Gallery: Circuito Contemporâneo: Um Olhar sobre a Arte em Movimento

Panorama da produção artística atual brasileira, o projeto reúne um conjunto diverso de aproximadamente 120 obras de 41 artistas, incluindo pinturas, esculturas e fotografias, entre outros. A iniciativa destaca a liberdade criativa dos artistas participantes e suas diferentes abordagens técnicas e estéticas.

 

 

Na Galeria Berenice Arvani: Duo Atthiê das artistas Alegria Patricia e Annemie Wilcke

Intitulada Pensamentos, a mostra propõe um diálogo entre arte, matéria e a abstração do pensamento humano, explorando os processos criativos a partir de uma perspectiva sensorial e interativa.

Com cerca de 60 obras produzidas em cerâmica e outros materiais como ferro, aço e acrílico, as artistas utilizam a maleabilidade da argila para abordar o caráter fluido, desordenado e único dos pensamentos. As peças variam entre criações individuais e agrupamentos, refletindo as interações e sobreposições das ideias que permeiam a mente humana.

 

No IMS Paulista: Thomaz Farkas, todo mundo

Protagonista da cena da fotografia e do cinema brasileiro, Farkas teria completado 100 anos em 2024. A retrospectiva, em homenagem ao seu centenário, reúne cerca de 500 itens, entre fotografias, filmes, equipamentos e documentos.

A mostra busca recriar o espírito coletivo e generoso de Farkas, presente tanto na sua produção artística quanto em seu papel como incentivador cultural e empresário, com a criação da Galeria Fotoptica.

 

No Museu da imigração: Passione italiana: l’arte dell’espresso

A paixão italiana pelo café expresso é o tema da nova exposição do MI, que aborda a evolução do design e da tecnologia dos artefatos de café, fechando o período que celebra os 150 anos da imigração italiana para o Brasil. A mostra reúne 60 máquinas para uso doméstico e profissional, além de conjuntos de café e xícaras.

 

No Museu da Imagem e do Som (MIS): MAZE, de Gabriel Wickbold

A mostra apresenta uma nova série autoral composta por 13 obras que exploram, por meio de fotografias fragmentadas e entrelaçadas, a complexa relação entre identidade, imaginação, hereditariedade e criação.

As obras, produzidas com técnicas de manipulação digital e impressão em tecido sintético vulcanizado, provocam reflexões sobre a construção da identidade a partir de narrativas familiares, culturais e genéticas.

 

 

5 février 2025

Concurso internacional : Inscrições para Concurso Internacional para Artistas de Minorias 2025

Organizado desde 2022 pela ONU Direitos Humanos e parceiros, o concurso apoia artistas de minorias comprometidos com a defesa dos direitos humanos em todo o mundo.

O tema da edição deste ano é “Pertencimento, Lugar e Perda”, explorando as conexões entre os direitos humanos e as experiências das minorias com questões como pertencimento, justiça ambiental e mudança climática. 

Na edição de 2024, o fotógrafo brasileiro André Fernandes recebeu menção honrosa por seu trabalho sobre as divindades do Candomblé em Salvador. 

Para participar, artistas que se identificam como pertencentes a uma minoria nacional, étnica, religiosa ou linguística devem enviar até cinco obras até 1° de março de 2025. 

As inscrições são realizadas no site da Freemuse.org.

 

 

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