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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano

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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano
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27 mai 2024

Brasilidade : Exposições exploram as raízes da cultura urbana e suas influências na sociedade

Na Galeria Alma da Rua I : Janelas

Elvis Mourão traz nesta exposição - Janelas -  a essência das janelas noturnas da cidade em uma série de obras onde ele descreve suas descobertas pelas ruas, onde cada janela tem uma narrativa única e cada sombra esconde um segredo. Figura de destaque na captação da vida urbana e na construção da identidade cultural, Elvis Mourão se apropria dos espaços e os transforma em um universo vibrante e provocativo.

Na Galeria Alma da Rua II : Lambança

Lambança, do artista Deddos explora as raízes da cultura urbana e suas influências na sociedade moderna. Desde 1999, o artista tem se destacado por sua abordagem singular no estilo lambe-lambe, uma forma de expressão que lhe permite traduzir sua visão artística diretamente para as ruas e, agora, para as paredes da galeria. Inspirado pelos mestres do cubismo e do surrealismo, Deddos, com seu espirito rebelde e inovador, retraça os aspectos caóticos e complexos da cidade dando vida aos elementos cotidianos que passam despercebidos. Seu universo é lúdico tendo como objetivo provocar e despertar sentimentos, desafiando as percepções convencionais da arte e da sociedade.

Na Casa França-Brasil: Gustavo Speridião

A exposição individual de Gustavo Speridião reúne um conjunto de seis pinturas dispostas em uma situação instalativa.

No IMS Paulista : Josef Koudelka

A mostra fotográfica celebra parte da obra do fotógrafo tcheco Josef Koudelka, um dos grandes representantes da tradição humanista e poética que dominou a fotografia europeia na segunda metade do século XX.

Na Galeria Flecha (RJ) : Rio, A medida da terra

A coletiva reúne cerca de 40 artistas contemporâneos e suas influências.

 

 

Na Galeria A Gentil Carioca : Novíssimo Edgar e Rose Afefé

Em Arqueologia de si, Edgar apresenta esculturas e pinturas que mostram a sua busca por suas origens abordando questões como ancestralidade, colonialismo e diáspora.

Em A vergonha quase me tirou a memória, Rose Afefé apresenta pinturas e instalações que surgem a parir de recortes das suas recordações.

 

 

Na Zipper Galeria – André Feliciano

O Ateliê Fotográfico de André Feliciano apresenta obras que combinam técnicas fotográficas tradicionais e contemporâneas além de pintar manualmente fotos em preto e branco com tinta óleo e transformar objetos comuns em declarações de amor à fotografia.

 

 

No Centro Cultural Fiesp- Marcelo Tinoco

Natureza Viva traz um conjunto de 12 obras que revelam as principais características do trabalho do artista: um aspecto hiper-realista e uma unidade cromática marcante.

 

 

No Museu de Arte do Rio (MAR) – Daiara Tukano e Lidia Lisbôa

A exposição individual de Daiara Tukano reúne mais de 70 obras entre pinturas, desenhos e instalações da artista cuja produção reflete a cosmovisão do povo Tukano.

Têta, de Lidia Lisbôa, apresenta cerca de trinta obras que apresentam diferentes aspectos e técnicas utilizadas pela artista, sendo esculturas de grandes dimensões que pendem do teto até o chão.

 

 

Na Galeria Millan: Marina Woisky e Julia Gallo

A mostra intitulada VRUMMM ressalta o interesse partilhado pela dupla na criação de imagens ambíguas e difíceis de serem decifradas, que aludem a corpos humanos e animais.

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14 mai 2024

Eventos climáticos extremos: Como as mudanças climáticas afetam a América latina e Caribe

Seca, calor, incêndios florestais, chuvas extremas, furacões, inundações e deslizamentos de terra. Eventos climáticos extremos serão cada vez mais frequentes na região da América latina e Caribe e serão provocados pela presença de El Niño e de El Niña combinados com as mudanças climáticas induzidas pelos seres humanos.

Impactos e prejuízos relacionados aos desastres climáticos

A saúde humana, os ecossistemas, a vida selvagem e a agricultura estão sendo gravemente afetados pelos desastres climáticos.

A população da região da América Latina e Caribe enfrenta cada vez mais riscos de saúde aumentados devido à exposição da população a ondas de calor, fumaça de incêndios florestais, poeira e poluição do ar, levando a problemas cardiovasculares e respiratórios, além de crescente insegurança alimentar e desnutrição. Padrões de chuva elevados e mudanças de temperaturas crescentes estão expandindo a distribuição geográfica de doenças como a malária e a dengue.

A elevação do nível do mar está acelerando, contaminando aquíferos de agua doce, erodindo litorais, inundando áreas baixas, o que representa uma ameaça para uma grande parte da população da América Latina e do Caribe que vive em áreas costeiras e que depende da agricultura para sobreviver.

Os prejuízos econômicos relacionados aos desastres climáticos estão estimados em 21 bilhões de dólares reportado ao Banco de Dados Internacional sobre Desastres  (EM-DAT) somente para o ano de 2023.

Fonte : ONU Brasil

4 mai 2024

Agenda cultural : Incentivando o diálogo, a acessibilidade e a diversidade

Na Caixa Cultural São Paulo: Vera Reichert, Espelhos d'Água

A exposição é um convite à contemplação e à reflexão sobre a relação entre a água e seus diferentes biomas explorando novas narrativas e perspectivas poéticas. Nas obras, a luz dança sobre as superfícies e as cores se mesclam em harmonia. A mostra também apresenta instalações interativas proporcionando uma experiência imersiva e convida à conscientização sobre a importância da preservação do mundo aquático.

 

No IMS Paulista: 7ª edição do Festival serrote

A 7ª edição do Festival serrote, evento organizado pela revista de ensaios do IMS, reunirá escritores, artistas e ativistas para apresentações e debates sobre temas como as literaturas periféricas e as narrativas de experiências negras. Na ocasião, também será lançada a 46ª edição da serrote. Entre os convidados, estão o escritor chileno Alejandro Zambra, um dos principais nomes da literatura latino-americana contemporânea.

 

Na Pina Estação : J. Cunha, Corpo Tropical

A mostra do artista baiano enfatiza o caráter experimental, a diversidade das linguagens e o compromisso politico de sua obra. A exposição conta com cerca de 300 itens, entre pinturas, desenhos, estampas e objetos.

 

Casa de Cultura do Parque: Ana Kesselring, Arqueologias do Vivente

A exposição evoca a ideia de corpo expandido. Trata-se de um conjunto de esculturas de cerâmicas, com formas que remetem à anatomia de entranhas, e reflete a pesquisa da artista sobre a interdependência dos corpos no mundo, ainda que não apenas humanos, mas também vegetal e mineral – corpos viventes.

 

Na Galeria Quadra: Misterioso Laço e Novos Ventos

Misterioso Laço, de Gilson Plano. Obras abstratas que relacionam o mundo e seus materiais com proposta artística orientada sobre o respeito às sabedorias ancestrais.

Novos Ventos, de Yasmin Guimarães. Paisagens que flutuam por horizontes instáveis e movediços onde a luz da tônus às pinturas. Atraída pelo vazio, suas criações refletem sobre a vitalidade das formas e seus ritmos.

 

Na galeria Millan : Zenith e Leste do Éden

Fran Chang, Zenith. A exposição reúne um conjunto de pinturas inéditas inspiradas por uma viagem recente à Noruega, onde observou fenômenos como a aurora boreal. As telas unem o cosmos a paisagens gélidas que servem como pano de fundo para reflexões existenciais.

Leste do Éden de Julio Martins da Silva, Paulo Pasta e Pedro Figari. Coletiva de obras de três artistas cujo tema é a sobrevivência às diferentes formas simbólicas de exílio.

4 mai 2024

Insegurança alimentar: Desperdício de alimentos continua a prejudicar a economia global

Domicílios de todos os continentes desperdiçaram mais de 1 bilhão de refeições por dia em 2022, enquanto 783 milhões de pessoas foram afetadas pela fome e um terço da humanidade enfrentou insegurança alimentar.

Em 2022, foram gerados 1,05 bilhão de toneladas de resíduos alimentares (incluindo partes não comestíveis), totalizando 132 quilos per capita e quase um quinto de todos os alimentos disponíveis para os consumidores. Do total de alimentos desperdiçados em 2022, 60% aconteceram no âmbito doméstico, com os serviços de alimentação responsáveis por 28% e o varejo por 12%.

O desperdício de alimentos continua a prejudicar a economia global e a fomentar a tripla crise planetária que combina a mudança climática, a perda da biodiversidade e da natureza e a poluição dos ecossistemas.

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA)

3 mai 2024

Livros em destaque : Fragmentos e camadas se misturam em tempos históricos e narrativas míticas

Em câmara lenta , de Renato Tapajós

Nesse texto rápido e potente, o autor – que escreveu o livro de dentro do presídio Tiradentes, em São Paulo – narra a atmosfera sufocante que permeou o Brasil durante o regime militar. Enquanto o golpe marca um período de repressão política e censura, no livro ele também se mostra a partir do medo e da angústia que leva os personagens à tensão constante. No entanto, vale destacar que, embora Em câmara lenta capture um momento histórico específico, o texto não deixa de encantar por seu valor literário. Ed. Carambaia

 

A beleza do marido, de Anne Carson

O texto é um ensaio sobre a ideia do poeta John Keats de que beleza é verdade, e também a história de um casamento contada em vinte e nove tangos. Um tango – assim como um casamento – é algo que você precisa dançar até o fim. Ed. Bazar do tempo

 

Onde a onça bebe água, de Veronica Stigger 

O livro conta a história de Joaci, menino que passeia pela floresta e decide parar para beber água num rio. Exatamente no rio onde a onça bebe água. E que surpresa é para Joaci encontrar o felino dormindo tranquilamente numa rede. E o que pensa a onça ao ver Joaci? Ed. Bazar do tempo

 

Arariboia, de Rafael Freitas da Silva 

Chefe da tribo dos teminimós, Arariboia foi figura decisiva nas batalhas entre portugueses e franceses em meados dos anos 1500, em um contexto de conflitos que definiria a fundação da cidade do Rio de Janeiro e o rumo da colonização no Brasil. Mergulhar na história de sua vida é, portanto, conhecer também os caminhos que nos trouxeram até aqui. Ed. Bazar do tempo

 

A obrigação de ser genial, de Betina González 

A autora propõe, por meio de uma série de ensaios, a desvendar os mistérios da criação literária, explorando as motivações intrínsecas de escritoras e escritores, dissecando as diversas etapas da criação literária, desde a busca incessante por ideias e a organização minuciosa do material até a escolha precisa das palavras e a construção de uma narrativa envolvente. Ed. Bazar do tempo

 

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16 avril 2024

Brasilidade : Em destaque o Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza

60ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia

O Pavilhão Hãhãwpuá – como é referido o Pavilhão do Brasil nesta edição da Biennale – marca sua presença na 60ª Bienal de Veneza com a exposição intitulada Ka’a Pûera: nós somos pássaros que andam, com curadoria de Arissana Pataxó, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana. O título Ka’a Pûera faz alusão a duas interpretações interligadas. Em primeiro lugar, ele se refere a espaços de roça que, após a colheita, ficam adormecidos, surgindo um lugar com vegetação baixa, revelando potencial de ressurgimento. Além disso, a capoeira é também conhecida pelos Tupinambá como uma pequena ave que vive em florestas densas, camuflando-se no ambiente. 

Nesta edição da Bienal italiana dirigida pela primeira vez por um sul-americano, o brasileiro Adriano Pedrosa, o Pavilhão Hãhãwpuá destaca-se por abordar questões de marginalização, desterritorialização e violação de direitos, convidando à reflexão sobre resistência e a essência compartilhada da humanidade, pássaros, memória e natureza. 

De 17/4 até 24/11

imagem glicéria tupinamba

 

Na Galeria Alma da Rua I : Héstia: A Deusa do Fogo de Bruno Portella

Espaço cultural situado em São Paulo apresenta a exposição composta por 11 pinturas do artista plástico e surge como uma homenagem singular às mulheres que influenciaram de forma marcante a sociedade ao longo da história, comparando sua essência à do fogo, elemento que molda e ilumina o mundo ao seu redor.

Bruno Portella, artista reconhecido por sua habilidade em retratar a energia e a vitalidade do fogo em seus trabalhos, utiliza a arte urbana como meio de expressão para destacar o legado dessas mulheres, sejam elas líderes visionárias ou figuras anônimas que deixaram uma marca indelével na história da humanidade. Nesta mostra, o artista também propõe um convite à reflexão sobre seu próprio papel na sociedade e sobre sua capacidade de fazer a diferença.

imagem : bruno portella

 

No SESC da Avenida Paulista: Novo poder : Passabilidade de Maxwell Alexandre

A mostra promove o cruzamento entre moda e arte contemporânea, denotando os dois campos como plataformas de empoderamento, dignidade e autoestima.

 

Na Gentil Carioca do Rio : Transmutação: Alquimia e Resistência de Marcela Cantuaria

A mostra contará com cerca de 20 obras da artista, incluindo trabalhos recentes e inéditos. “Cantuária não se limita a pintar; ela conjura, diariamente engajando-se em uma prática que se assemelha à magia, capaz de remodelar a realidade, redefinir narrativas e transformar perspectivas”. afirmam os curadores da exposição.

 

ARCOlisboa

A 7ª edição da ARCOlisboa acontecerá entre os dias 23 e 26 de maio e transformará a cidade em um ponto de referência artístico com um programa cultural paralelo em colaboração com as principais instituições artísticas locais portuguesas, espanholas e européias. Diversas galerias brasileiras também estarão presentes nesta edição.

 

 

 

 

 

 

11 avril 2024

SPFW 2024: Semana da moda valoriza a cultura e a identidade brasileira

A edição 2024 da SPFW (n° 57), com formato aberto e variável, contará com desfiles de 27 marcas nacionais. Grande passarela de tendências, a SPFW deste ano apresentará até dia 14 de abril as novidades que irão estar presentes nas lojas nas próximas temporadas.

A moda brasileira é uma importante fonte de renda para o país, gerando empregos e movimentando a economia. Além disso, a moda também é uma forma de expressão cultural e identidade nacional.

A SPFW deste ano também será palco de um desfile com peças criadas e produzidas pelo Projeto Cria Costura. Os temas e composições utilizados pelas marcas nacionais nas suas coleções deste ano são: sustentabilidade, diversidade, figuras de linguagem, influências africanas, identidade, valorização e autenticidade.

A semana da moda 2024 mostra que os estilos podem ser interpretados de diferentes maneiras e aposta na valorização do trabalho artesanal com forte DNA nacional.

 

 

7 avril 2024

No visor de Brasilidade: Produções realizadas durante a ditadura militar e obras atuais exploram paisagens urbanas e naturais

Na Galeria BASE : Montez Magno – Máximo, Múltiplo, Incomum

São mais de 30 obras, entre desenhos, pinturas, fotografias e esculturas com foco na década de 70. As obras do artista foram realizadas durante o período em que a ditadura militar começava a se impor no pais. Algumas obras representam paisagens, paredes, espaços reduzidos, como corredores sem fim, como uma forma de esmagamento cujas cores vivas são como armadilhas para os olhos. Outras obras representam a vida de cabeça para baixo, um mundo virado do avesso e a observação da vida alheia.

No IMS Paulista : Jorge Bodanzky

Exposição Que país é este? de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira, 1964-1985. A mostra reúne pela primeira vez fotografias, reportagens de TV, filmes super-8 e cenas dos principais filmes dirigidos pelo cineasta no período.

 

Na Galeria Vermelho: Organoide

Exposição individual de Lia Chaia que reúne novos trabalhos incluindo uma videoinstalação, dois novos vídeos, desenhos e uma série de móbiles. Suas obras são conhecidas por explorar a inserção do corpo em paisagens urbanas e naturais.

 

Na Pina Luz : Caminho de Guaré

Projeto sensorial do artista baiano José Bento que pensa a relação com o espaço, tempo e memória, atribuindo novos significados ao seu principal material de trabalho, a madeira.

Como é bom viver em Mato Grosso de Gervane de Paula, também na Pina Luz, faz recorte dos 40 anos de carreira do artista, que questiona as problemáticas sociopolíticas do Centro Oeste brasileiro.

A Pina Estação apresenta Sol Fulgurante, arquivos de vida e resistência, que conecta produções realizadas durante a ditadura militar e obras atuais.

Na Casa de Cultura do Parque : Três mostras inéditas 

Apresentação de obras de Alberto Pitta, Mônica Nador + JAMAC, Marcus Vinícius e Geórgia Kyriakakis. As produções partem de movimentos comunitários, tanto culturais quanto sociais, cujos artistas têm o tecido e a serigrafia como base conectora de suas práticas. 

 

Na Danielian Galeria : O Mágico de N’Oz 

Coletiva com mais de 50 artistas e aproximadamente 100 obras, de diversas épocas e movimentos.
Gávea, Rio de Janeiro.

 

Na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea : Entrelinhas

Individual de Valéria Costa Pinto onde ela sustenta um longo diálogo com a tradição construtiva brasileira. Ondas, arcos, elipses e círculos disputam o plano flexível e sanfonado do papel. 
São Conrado, Rio de Janeiro

 

Na Millan : Amilcar de Castro + Kimi Nii + Vivian Caccuri

A exposição Corte, Dobra, Encaixe destaca a convergência entre as obras dos dois artistas e o propósito estrutural compartilhado entre os dois pois ambos criam relações com a luz em seus trabalhos. Enquanto Amilcar utiliza fendas e incisões no ferro para permitir a entrada da luz, Kimi fecha suas esculturas de cerâmica, utilizando a luz para destacar formas geométricas por meio de encaixes. 

Em Mão Invisível, Caccuri apresenta um conjunto de 12 desenhos feitos em carvão e giz pastel, além de uma escultura que usa papel como material principal.

 

 

No MAM: Emmanuel Nassar

A Sala de Vidro apresenta a obra interativa e temporária do artista intitulada Lataria Espacial com trabalhos desenvolvidos nos anos 1980, usando geometria e núcleos de toneladas fortes.

Também no MAM, Paisagens férteis de Santidio Pereira, na qual o artista apresenta sua pesquisa em torno de imagens de biomas brasileiros, da Amazônia à Mata Atlântica.

 

Na A Gentil Carioca de SP: Mostre-me como ruínas fazem um lar

Individual do artista Misheck Masamvu (Zimbábue, 1980) no Brasil. Mostre-me como ruínas fazem um lar apresenta a prática artística de Masamvu ao público brasileiro através de uma série de pinturas inéditas, realizadas ao longo de um período de residência no Rio de Janeiro.
Explorando os limites entre a abstração e a figuração, o artista utiliza sua obra para refletir sobre o passado e buscar formas de estar no mundo. Reconhecido como um dos principais artistas do Zimbábue, o seu trabalho transcende fronteiras, oferecendo uma visão renovada da expressão visual africana e, de forma mais ampla, do projeto decolonial.

28 mars 2024

Brasil e França: Lobby doméstico do setor agrícola francês e desmatamento brasileiro prejudicam acordo Mercosul-UE

Em 2023, a corrente de comércio entre Brasil e França foi de US$ 8,4 bilhões e as exportações brasileiras chegaram a US$ 2,9 bilhões. Desde 2019, as vendas brasileiras cresceram, em média 3% ao ano, mas a participação brasileira no mercado francês (0,5%) ainda é inferior à média de participação global do Brasil (1,2%). 

 

Cerca de 50% das importações francesas são oriundas da União Europeia (UE) e as importações comerciais provenientes dos acordos extra bloco representam 70,5%, o que evidencia a importância do acordo Mercosul-UE. No entanto, a França é um dos principais opositores à sua concretização. Além do lobby doméstico do setor agrícola francês, medidas aplicadas pela UE relacionadas à sustentabilidade podem impactar as exportações brasileiras ao bloco. 

 

Em vigor desde outubro de 2023, o Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono (CBAM, na sigla em inglês) impõe tarifa sobre importação de produtos intensivos em carbono. Da mesma forma, a Lei Antidesmatamento, que entrará em vigor em 2025, visa proibir a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

 

 

 

 

 

Fontes : Apex, CBAM

15 mars 2024

Brasilidade destaca : Exposições transportam para universos onde a realidade se mistura com o fantástico

Na Pina Contemporânea : Sallisa Rosa - Topografia da Memória

Primeira grande instalação composta por esculturas em cerâmica, abordando questões ligadas a memória, ancestralidade, paisagem e erosão da terra. Até 28 de julho.

 

No MAM : Fotografias de George Love e Projeto Parede

Retrospectiva do fotógrafo afro-americano George Love com um conjunto de mais de 500 fotografias. Até 12 de maio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Projeto Parede apresenta uma obra inédita do artista Rodrigo Sassi . O trabalho, intitulado Rizoma, traz referências do muralismo modernista brasileiro, com desdobramentos de uma nova pesquisa que foge dos padrões já conhecidos do conjunto da obra do artista. Até 1 de setembro.

 

Na Casa Museu Eva Klabin : Vivian Caccuri - Contratempo

Ao lado de outros quatro artistas contemporâneos(André Griffo, Diambe, Leila Danziger e Gilson Plano), Caccuri apresenta duas obras: Cobertor de orelha e Cacho 2, ambos de 2021.
A mostra propõe uma imersão no tempo e destaca a importância de repensar as narrativas do tempo em um mundo complexo e em constante transformação.

 

 

 

 

 

 

Imagem : Vivian Caccuri - Contratempo

 

 

 

Na Zipper : Flavia Junqueira - Rêverie

Trata-se de uma instalação imersiva que traz a ideia de suspensão da realidade ao levitar um imponente carrossel dentro do espaço expositivo, flutuando a 1,5m do chão, como uma visão retirada dos sonhos. Pesando uma tonelada, o carrossel desafia a gravidade, girando suavemente no espaço, em um ambiente espelhado, transportando os visitantes para um universo onde a realidade se mistura com o fantástico. Até 27 de abril.

 

Na Millan : Saint Clair Cemin - Ser híbrido

O escultor brasileiro apresenta seis esculturas em bronze especialmente concebidas para a mostra. Cada uma das peças condensa movimentos, formas e referenciais diferentes em um único ser. De acordo com o artista as peças estão conectadas intimamente aos seus anos de criança, às sensações e aos estados de espíritos da sua infância.

 

No Instituto Tomie Ohtake : Roda dos bichos - Maria Lira Marques

A mostra reúne trabalhos de toda a carreira de Lira Marques que, nas últimas três décadas, extraiu o barro das encostas mineiras para produzir cerâmicas e pigmentos naturais para suas pinturas e esculturas. Com uma produção profundamente marcada pelo imaginário do semiárido mineiro, a artista se destaca por desenvolver uma linguagem singular, pintando, em pedras ou sobre o papel, seres que habitam o seu universo. Até 26 de maio.

 

No MASP: Francis Bacon e Mário de Andrade

A mostra intitulada Beleza da Carne reúne mais de vinte obras de Bacon, desde as décadas iniciais de sua produção até os anos 1980. O artista voltou-se especialmente para as figuras masculinas, seu objeto de desejo, em retratos e nus. A exposição apresenta retratos de homens com quem ele teve relacionamentos marcantes além de outras figuras importantes em sua vida. A fisicalidade do corpo é traduzida pelo artista em texturas espessas e oleosas, conferindo às figuras formas quase abstratas. As pinturas de Bacon reúnem em si uma grande variedade de fontes iconográficas, revisitando temas canônicos e combinando referências da história da arte com suas experiências pessoais e percepções sobre o corpo masculino.

 

Também no MASP, a mostra Mário de Andrade: duas vidas, que reúne um conjunto de 88 pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e fotografias da coleção pessoal do intelectual brasileiro, ativo na primeira metade do século 20, a partir da perspectiva de uma sensibilidade queer. 

A mostra reflete sobre itens da sua coleção de artes plásticas e fotografias com os quais conviveu em sua intimidade, longe dos olhos da censura e dos preconceitos vigentes na época. 

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