Para alcançar resultados positivos os investimentos devem ser direcionados na produção de veículos elétricos, em particular, no desenvolvimento de uma cadeia produtiva de baterias.
Ao apostar na fabricação local de baterias e no desenvolvimento de competências para a eletromobilidade, o país pode garantir uma transição energética justa e acelerar o desenvolvimento de uma nova cadeia industrial.
Além disso, o desenvolvimento deste setor pode alavancar a geração de empregos especializados nos setores de serviços, técnicos, engenharia, logística e comércio, seguidos de setores manufatureiros diretamente ligados à produção de veículos, máquinas e equipamentos elétricos.
O crescimento no número de empregos deve aumentar a demanda agregada e fortalecer setores industriais como a produção de baterias e componentes elétricos. Ao mesmo tempo, espera-se retração nos setores de combustíveis fósseis, agropecuários e autopeças.
Fontes: Conselho Internacional de Transporte Limpo e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)
A Galeria MAPA inaugura a exposição ZÉLIO. Imagens e figuras imaginadas, dedicada à produção do artista Zélio Alves Pinto produzidas entre os anos 1980 e 2000. A mostra reúne cerca de 20 obras com técnicas diversas, como pintura, desenho, xilogravura e colagem, e apresenta um período de inflexão na trajetória do artista.
Nas obras selecionadas Zélio amplia o uso da figura como estrutura narrativa e simbólica, ao mesmo tempo em que incorpora elementos da abstração, do gesto gráfico e da composição livre. A presença de signos flutuantes, campos de cor e interferências visuais guarda relação com sua experiência anterior na ilustração, no cartum e na arte editorial, agora transpostos a uma linguagem mais investigativa. A convivência entre referências figurativas e estruturas não lineares se transforma em campo de operação, onde a imagem ganha novos contornos e ritmos internos.
O IMS Paulista abre no próximo dia 26/7 a exposição Paiter Suruí, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy.
A mostra apresenta um acervo de fotografias familiares tiradas majoritariamente pelo povo indígena Paiter Suruí, reunidas e digitalizadas pelo Coletivo Lakapoy (mais informações abaixo). O acervo histórico inclui cenas e retratos produzidos desde a década de 1970, período em que as primeiras câmeras chegaram ao território, localizado entre Rondônia e Mato Grosso. Também são exibidas fotos e vídeos recentes, ressaltando a fotografia como uma ferramenta de memória, resistência e afirmação dos direitos indígenas.
Os principais fatores que provocam a deslocação continuam a ser grandes conflitos, como os do Sudão, Mianmar e Ucrânia, e a constante incapacidade de cessar os combates.
Entre as pessoas deslocadas à força se encontram aquelas que foram obrigadas a se deslocar dentro de seus próprios países devido a conflitos – cujo número, no final de 2024, houve progresso de 73,5 milhões, após um forte aumento (de 6,3 milhões de pessoas) – e os refugiados que foram forçados a deixar seus países (42,7 milhões de pessoas). O Sudão, com 14,3 milhões de refugiados e deslocados internos, tornou-se o país com o maior número de pessoas deslocadas à força no mundo, superando tristemente a Síria (com 13,5 milhões). Em seguida vêm o Afeganistão (com 10,3 milhões) e a Ucrânia (com 8,8 milhões).
Nas Américas, o crime e a insegurança tornaram-se as principais causas do deslocamento interno, desde a violência indiscriminada de gangues no Haiti até o impacto do conflito nas comunidades da Colômbia. O deslocamento interno no Haiti triplicou em 2024, passando de 313,9 mil para mais de 1 milhão de pessoas, enquanto a Colômbia possui uma das maiores populações de deslocamentos internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.
Mercosul: 7º concurso de fotografia Gastronomia e Sabores do Mercosul
A edição deste ano apresenta uma novidade: a inclusão de uma categoria para reels. Os participantes devem retratar a gastronomia tradicional da região, destacando pratos típicos, rituais de preparo, características específicas e o contexto cultural que envolve cada comida.
No Paço Imperial do Rio de Janeiro: O vento continua, todavia de Miguel Afa
A mostra apresenta um conjunto de obras produzidas nos últimos dois anos e marca um momento de síntese e afirmação da trajetória do artista, iniciado por meio do grafitti nas ruas do Complexo do Alemão, onde nasceu e cresceu. Suas pinturas revelam o visível e o invisibilizado, tensionando o olhar e o imaginário social.
Até 10 de agosto
Miguel Afa
No Centro histórico de Serro, MG: Rusá Serro de Tiago Aguiar
Mostra fotográfica do fotógrafo e artista visual Tiago Aguiar, composta por 30 fotografias e 12 instalações, propõe uma imersão na Festa do Rosário, tradição afro-religiosa no interior de Minas Gerais. A exposição transcreve a experiência afetiva e espiritual do artista com a celebração. A mostra é organizada em três eixos temáticos – Dançantes, Quermesse e Caravana, que intensificam a experiência visual e reforçam a ligação entre imagem e rito.
A Festa do Rosário reúne comunidades negras e outras populações locais em celebrações que conjugam memória e fé, revelando vínculos entre arte e espiritualidade.
Até 15 de agosto
Tiago Aguiar
No Instituto Tomie Ohtake: Sem Limites de Manuel Messias
A mostra reúne cerca de 70 xilogravuras e traça um panorama da produção de Manuel Messias, um dos mais destacados nomes da gravura brasileira do século XX.
Como parte do ano Brasil-França 2025, a Fundação Jérôme Seydoux-Pathé dedica sua programação final da temporada com duas retrospectivas cinematográficas brasileiras.
A primeira refere-se ao cinema mudo brasileiro, pouco conhecido do grande público. A segunda, apresentará a obra muda do cineasta Alberto Cavalcanti, um diretor brasileiro cosmopolita que trabalhou em Paris. Muitas exibições serão realizadas por especialistas em cinema brasileiro, e os filmes serão acompanhados ao piano por alunos da classe de improvisação de Jean-François Zygel (CNSMDP).
Por fim, três exibições especiais em formato de concerto serão oferecidas nos dias 17 de junho, 1º de julho e 11 de julho para acompanhar filmes de Alberto Cavalcanti (En rade, 1927), Mário Peixoto (Limite, 1931) e Rodolfo Lustig e Adalberto Kemem (São Paulo, a symphonia da metrópole, 1929).
A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2025 acontece até 22 de junho no Riocentro, celebrando o título de "Capital Mundial do Livro" da cidade concedido pela UNESCO.
O evento promete uma experiência imersiva com o conceito de "Book Park", incluindo atrações como a roda-gigante "Leitura nas Alturas Light" e o labirinto interativo "Labirinto de Histórias Paper Excellence". Além disso, a "Praça Além da Página Shell" trará dinâmicas, saraus e música, e o "Escape Bienal Estácio" oferecerá desafios inspirados em thrillers.
Feira do livro em São Paulo 2025
A Feira do Livro, que se encerra dia 22 de junho, na Praça Charles Miller, na frente do Pacaembu, conta com a presença de editoras que formam o coletivo Sete Selos. São elas: Bazar do Tempo, Círculo de Poemas, Cobogó, Fósforo, Seiva e Ubu.
O Museu da Rendição Incondicional, de Dubravka Ugrešić
Em 1961, morria Roland, a morsa do Zoológico de Berlim. No estômago do animal foi encontrada uma série de objetos insólitos: um isqueiro cor-de-rosa, quatro palitos de sorvete, um broche em formato de poodle… O Museu da Rendição Incondicional inicia-se com a descrição desse curioso inventário como forma de apresentar o próprio livro — uma coleção de fragmentos, lembranças, anedotas e episódios dispersos que aos poucos estabelecem relações entre si.
Alternando entre o cômico, o melancólico e o mordaz, O Museu da Rendição Incondicional é uma crônica da vida no exílio, e descreve com maestria a vida daqueles que habitam as brechas entre duas culturas.
Editora Carambaia
Gaza está em toda parte, de Alexandra Lucas Coelho
Uma obra que acompanha os acontecimentos de forma lúcida, sensata e bem informada.
Editora Bazar do Tempo
A fala feminina, de Amanda Braga e Carlos Piovezani
Neste livro os autores analisam os mecanismos que limitam a presença feminina na esfera pública, desde a Grécia Antiga até os desafios enfrentados pelas brasileiras no século 21. A obra percorre os diferentes períodos históricos de repressão à fala das mulheres e as lutas feministas para romper essa exclusão.
Editora Jandaíra
Mariposas amarillas, de Inez Viana
A obra é uma dramaturgia inspirada em mulheres que trabalham para transformar o seu entorno, em busca de uma vida mais justa, generosa e afetuosa. A partir de histórias reais, recolhidas em coletivos do Rio de Janeiro, somos conduzidos por uma teia de vozes ainda mais ampla, que ecoa as experiências de mulheres de toda a América Latina.
A BIENALSUR apresentou sua programação para 2025 na sede da UNESCO em Paris. Em sua quinta edição, a maior plataforma cultural do mundo continua sua expansão com a adição de novos espaços ao seu portfólio transnacional.
A BIENALSUR abrange 19.640 quilômetros em cinco continentes. Presente em 140 locais e 78 cidades, a bienal apresenta o trabalho de mais de 400 artistas, abordando as questões mais urgentes do nosso tempo: desafios ambientais, direitos humanos, migração, memória, inteligência artificial e futuros possíveis.
A BIENALSUR é organizada pela Universidade Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), uma universidade pública na Argentina, pela Fundação Foro del Sur e por uma rede de instituições públicas e privadas em mais de 80 cidades em 30 países.
A série Brasil Visual integra a Mostra Canal Curta! no Festival Curta! Documentários 2025 com o objetivo de premiar e difundir a produção de documentários brasileiros independentes.
As séries e filmes concorrem a prêmios tanto do público quanto do júri do Festival. Com votação popular, os conteúdos encontram-se online disponíveis gratuitamente no site do festival.
Clique, saiba mais e vote até dia 02 de julho de 2025.
Segundo estimativas da ONU-Habitat, mais de 1,1 bilhão de pessoas vivem em favelas ou assentamentos informais e mais de 300 milhões enfrentam situação de sem-teto absoluto. No Brasil, mais de 6 milhões de famílias vivem em déficit habitacional, enquanto assentamentos informais e favelas continuam a crescer em meio à rápida urbanização e à desigualdade estrutural.
“Estamos vivendo uma crise global de moradia que piora a cada dia. Se não for enfrentada, essa crise se configura como uma emergência humanitária”, alerta Anacláudia Rossbach, subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva da ONU-Habitat.