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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano

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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano
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21 novembre 2022

Em destaque na Galeria Vermelho : Dora Longo Bahia, Perigo!

Até 23,12.2022

Na exposição, Longo Bahia mostra uma dezena de trabalhos e séries produzidos entre 1964 e 2022. Minas (trabalho em andamento), 1964-2022, emprega desenhos criados pela artista entre os anos de 1964 e 1973, na sua infância, como suporte material na composição de um conjunto em andamento de retratos de mulheres importantes em sua trajetória artística. O conjunto, até o momento, conta com 155 retratos.

Dora Longo Bahia produz retratos, em especial de mulheres, desde o início de sua produção, no final dos anos 1980. Em Perigo!, um conjunto de quatro pinturas da série Desconhecida, de 1996, está em diálogo com sua produção recente. As pinturas retratam mulheres assassinadas, e não identificadas pela polícia, a partir de imagens fotográficas cedidas pelo Instituto Médico Legal de São Paulo e de múltiplas visitas de Longo Bahia ao mesmo Instituto.

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Imagens : Dora Longo Bahia

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21 novembre 2022

Amazônia e COP 27: ONU e Consórcio da Amazônia Legal anunciam fundo multi-doadores para a região

A Organização das Nações Unidas no Brasil (ONU) e o Consórcio Interestadual Amazônia Legal lançaram em novembro, no Hub Amazônia Legal da COP27, um mecanismo programático-financeiro para a promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia brasileira.

O mecanismo prevê a mobilização de recursos por meio da criação de um fundo fiduciário, chamado Fundo Multi-doadores das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Legal (MPTF da Amazônia).

O programa visa beneficiar os grupos populacionais mais vulneráveis da região com ações de geração de alternativas econômicas sustentáveis, de proteção de seus meios e modos de vida e de garantia de sua segurança física, sanitária, energética, climática e alimentar. 

Para isso, o MPTF da Amazônia vai priorizar propostas para melhorar a governança ambiental e reduzir atividades ilegais, empoderar a população da região e apoiar assentamentos humanos e cidades sustentáveis, além de aprimorar o manejo de temas socioambientais. O programa conta com 17 agências especializadas, fundos e programas da ONU no país.

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21 novembre 2022

Em cartaz no MASP: Judith Lauand e Madalena Santos Reinbolt

 Judith Lauand - desvio concreto

Até 2,04.2023

A mostra Judith Lauand: desvio concreto pretende fomentar novas pesquisas e debates em torno do seu trabalho, por meio de 124 obras e dezenas de documentos de seu arquivo pessoal, colocando em perspectiva a decisiva transição – um desvio –, operada por ela em meados dos anos 1950, do figurativismo para a geometria abstrata.

A exposição pretende ainda abordar novas perspectivas em sua obra, reforçando a presença de questões políticas como a repressão da ditadura militar no Brasil, a guerra do Vietnã e a condição da mulher na sociedade brasileira, quando a artista atravessa temas como violência, sexualidade, submissão e liberdade feminina.

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 Judith Lauand, Acervo 29, Concreto 33, 1956. Foto: Eduardo Ortega

Ainda no MASP: Madalena Santos Reinbolt, uma cabeça cheia de planetas

Até 26,2.2023

A exposição reúne 44 trabalhos, entre pinturas e tapeçarias – realizadas entre as décadas de 1950 e 70 – que expressam a subjetividade imaginada da artista baiana através de um vasto mundo de personagens, paisagens e situações do cotidiano. 

Embora conectada desde muito cedo ao exercício criativo, foi somente nos anos 1950 que a artista passou a se dedicar à produção de pinturas, traçando figuras sintéticas com pinceladas expressivas e utilizando suportes frágeis, como papel ou palha, indicando a importância da materialidade em sua produção.

Mais tarde, no final da década de 1960, Santos Reinbolt inicia a produção de seus singulares e pioneiros “quadros de lã”, realizados com 154 agulhas, em diversas cores, como uma paleta, que a artista usa à maneira de pinceladas sobre a estopa ou a talagarça.  

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Madalena Santos Reinbolt, Sem título, 1969-1977. Foto: Daniel Cabrel

 

21 novembre 2022

Agropecuária e desmatamento : Mata Atlântica produz metade dos alimentos produzidos no Brasil

Embora detenha apenas 27% do total da área agropecuária do Brasil, a Mata Atlântica, bioma presente em 15% da área do país, é responsável por aproximadamente a metade da produção de alimentos para consumo direto da população brasileira.

Ainda assim, emite somente 26% do total de gases de efeito estufa (GEE) do setor agropecuário. Com algumas ações importantes – como zerar o desmatamento, promover a regeneração e restauração florestal e ampliar os sistemas agrícolas de baixo carbono – a Mata Atlântica pode ficar neutra em emissões e contribuir enormemente para o enfrentamento das mudanças climáticas.

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12 novembre 2022

Museu de Arte Sacra de São Paulo : Chico da Silva, Conexão Sagrada, Visão Global

A exposição Chico da Silva: Conexão Sagrada, Visão Global, apresenta pinturas com temas recorrentes do imaginário do artista como peixes e pássaros fantásticos além de criaturas míticas e dragões conhecidas por “fazer uma conexão entre o sagrado e o natural”.

O universo do artista mescla fábulas e cosmologias populares amazônicas do norte e nordeste do Brasil, representando um pleno florescimento do traço sofisticado e das cores vibrantes usadas pelo artista.

Francisco da Silva (1910-1985), conhecido como Chico da Silva, foi um artista brasileiro de ascendência indígena. No final da adolescência deixou sua casa no Acre e mudou-se para Fortaleza (CE), onde morou o resto da vida. Desde cedo, Chico pintava criaturas fantásticas nas paredes das casas dos pescadores. Foi na década de 1940 que o crítico de arte suíço Jean-Pierre Chabloz conheceu sua obra visionária no Brasil; e foi Chabloz, quem primeiro introduziu Chico à pintura e ao papel. 

Até 8 de janeiro de 2023

Chico da Silva_stitulo – sd – guache s papel – 56x76cm

Chico da Silva_stitulo 1970 – AST – 115x153cm

 

Chico da Silva / MAS

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12 novembre 2022

No visor de Brasilidade: Múltiplas narrativas e olhares em torno de imagens poderosas e misteriosas

IMS Paulista : Imagens do Xingu e a produção audiovisual indígena contemporânea

Primeiro grande território indígena demarcado no Brasil, em 1961, o Xingu é a casa de sociedades tradicionais que enfrentam há séculos diversas formas de intervenção e violência e inspiram a luta por direitos dos povos originários. 
Essa trajetória de lutas e resistências é revisitada na exposição Xingu: contatos, no IMS Paulista. 

Com entrada gratuita, a mostra apresenta múltiplas narrativas e olhares em torno do território, tendo como destaque a produção audiovisual indígena contemporânea, que tem no Xingu um de seus principais polos. O conjunto inclui seis curtas-metragens, feitos especialmente para a exposição, de autoria de Divino Tserewahú, Kamatxi Ikpeng, Kamikia Kisêdjê, Kujãesage Kaiabi, Piratá Wauráe do Coletivo Kuikuro de Cinema. 

A exposição traz ainda um trabalho inédito do artista Denilson Baniwa, fotografias produzidas pelos comunicadores indígenas da Rede Xingu +, e um mural, com grafismos alto-xinguanos, criado pelo artista Wally Amaru. 

Xingu IMS

Galeria Arte Aplicada : Obras selecionadas de Marcos Garrot

O trabalho de Marcos Garrot se constrói a partir da adoção de um processo construtivo muito pessoal, forjado sobre a análise estrutural da imagem, numa mescla de intuição e esforço matemático. Assim, sua obra tem características que a aproximam mais da chamada Geometria Sensível, de artistas como Torres-Garcia e Jesus Soto, do que do rígido concretismo europeu de Max Bill.

O exercício contínuo com as formas do círculo, triângulo e quadrado, abrem ao artista os caminhos da Geometria Sagrada, e, na plenitude de seu desenvolvimento artístico, ele nos propõe construções plásticas nas quais utiliza com maestria, diferentes materiais, relevos, texturas e contrastes, sempre permeados pelo conciso e preciso uso da cor. O resultado são formas etéreas e dinâmicas, nítidas e entrelaçadas, que se desenvolvem paralelamente a imagens hieráticas, poderosas e misteriosas.

Marcos Garrot

Instituto Artium: Vale da Utopia de Rodrigo Torres 
Para a mostra, o artista apresenta uma seleção especial de trabalhos produzidos nos últimos anos. Amparado por diversas técnicas, Rodrigo Torres cria objetos tridimensionais que mesclam a presença e a ausência de figuras e fundos, alternando densidades, volumes e cores. 
Até 29 janeiro 2023

rodrigo torres

Gentil Carioca do Rio de Janeiro : Frontera de Denilson Baniwa 
O artista realiza uma imersão em torno da história dos “descimentos”, processos de migração compulsória de indígenas da Amazônia que se deslocaram para trabalhar em indústrias extrativistas, num regime de exploração de sua mão de obra e saberes. Serão apresentadas obras inéditas feitas especialmente para a mostra, que sublinha como este é um processo inextricável das problemáticas territoriais – da persistente invasão dos territórios indígenas, que nunca cessaram de acontecer, ao abissal atraso na demarcação de seus territórios.
Até 21 de janeiro 2023

denilson b

18 octobre 2022

Arte contemporânea : Múltiplos desafios e fricções interrogam o lugar do corpo e da linguagem

Na Pina Luz : Lenora de Barros - Minha língua

A exposição tem um recorte conceitual que foca nas obras que discutem as relações entre corpo e linguagem. Reunindo cerca de 40 obras da artista visual paulistana, que usa a fotografia, o vídeo, a instalação e a performance como suporte.

Até 9 de abril de 2023

pina

 Na Galeria Belizário: Coletiva Escrever outros Corpos - Criar outras Margens

Reúne 32 trabalhos que apresentam múltiplos desafios e fricções que visam interrogar o lugar do corpo. Os diversos trabalhos, com técnicas distintas e suportes múltiplos, “visam investigar o corpo num movimento que vai desde a pulsação visual e onírica, passando pela dimensão da animalidade e do feminino. O corpo será pensado além de si, ocupando o espaço circundante e interagindo com outros corpos e os seus prolongamentos”. 

Até 12 de novembro

MARCELO SOLÁ __ Sem título, 2022

No Centro MariAntonia da USP: Cadeau de Alexandre Murucci

A individual apresenta 17 obras - esculturas, objetos, fotografias, videoinstalação e instalações – que retraça um panorama crítico do momento político atual e dos males que assolam a nação. Ao mesmo tempo, o artista reconhece seu momento e seu papel e, o que crê ser a demanda de seu país: fortalecer instituições, liberdades e discursos inclusivos. “Cadeau”, que significa ‘presente’, ato de estar fisicamente num lugar ou numa causa, assim como dar a uma pessoa uma lembrança num momento especial, foi o título escolhido pelo artista como forma de questionar o que “deixaremos para futuras gerações” ou se “estaremos presentes na hora de defender nosso patrimônio cultural”.

De 21 de outubro 2022 a 29 de janeiro de 2023

Rua Maria Antônia, 258 | Vila Buarque – São Paulo

Alexandre Murucci

 No Porão da Belizário: Ritus de Leo Sombra e Otoniel Ferreira

A exposição reúne esculturas e fotografias que contam histórias de diferentes momentos dos dois artistas cujas obras foram pensadas e construídas através da fé e da devoção. As fotografias de Leo Sombra compõem a série Cura Áspera, que retraça o seu cotidiano familiar num momento de pausa forçada por causa de uma lesão no pé. Isolado e imobilizado, o fotógrafo registra aquilo que o rodeia. Os paradigmas panafricanos são o foco principal das pesquisas de Otoniel Ferreira exibidos nas obras da série Adupé-Iowo-olorún (Graças a Deus por ter conservado minha vida e minha saúde até hoje) onde esculpe e desenha totens e oferendas para seus orixás e santos de devoção. 

De 24 de outubro a 19 de novembro 2022

R Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 491 – Spaulo

 Leo Sombra_Beijaflor - 2018 - 46x28cm - negativo fotográfico vencido

Otoniel Ferreira _ Èsù, oliveira, umburana, bronze e miçangas

 

 

 

 

 

 

 

 

18 octobre 2022

13a Bienal do Mercosul : O trauma é o combustível da arte e os sonhos são um estratagema para a fuga

Até 20 de novembro

Vários espaços culturais de Porto Alegre

A 13ª Bienal do Mercosul, cujo tema é Trauma, sonho e fuga, apresenta obras de uma centena de artistas, de 23 países diferentes, em mais de 10 espaços culturais em Porto Alegre. A proposta da Bienal deste ano é reunir três conceitos que buscam evidenciar aquilo que não pode ser dito mas que se manifesta no inconsciente.

Com acesso gratuito, as exposições pretendem proporcionar ensaios de imersão por meio dos sentidos e da percepção dos visitantes.

Esta edição reconhece nos traumas – individuais ou coletivos – o maior combustível da arte de todos os tempos e entende os sonhos como um estratagema para a fuga. Assim, a vivência traumática coletiva, como é o caso da pandemia de Covid-19, impulsiona a criação artística para um novo território. O impacto no imaginário comum, por meio da ativação do onírico, dos sonhos e dos delírios, abre portas para o escape de uma condição imposta a todos nós.

MIV BIENAL 13-01

Vivian Caccuri

 

Vivian Caccuri - Bienal Mercosul

3 octobre 2022

Em cartaz na GEMA : Uma Pintura é Uma Bandeira de Felipe Carnaúba

Até 30 de outubro

A primeira mostra do multiartista Felipe Carnaúba em São Paulo conta com aproximadamente 40 trabalhos individuais e alguns realizados em conjunto com o coletivo Palácio Guanabara.

Com seu estilo provocador “Felipe propõe uma flexibilização dos limites do espectador, diante de seus excessos; provoca o público com postulados por vezes perigosos, não-lineares e pouco esclarecidos”, delibera Eduarda Freire, a curadora da exposição na galeria GEMA.

“Nos trabalhos do artista não há uma definição clara entre a busca pelo aplauso ou pela rejeição. Por vezes, pode-se até pensar Felipe Carnaúba como um advogado de causas próprias ao perceber o grau de 'malícia' presente nas criações”, explica a curadora. “É evidente que a polêmica é um dos ingredientes principais do trabalho do multiartista”, finaliza ela. 

GEMA - Rua Venezuela 365 – Jardim América, SP

Felipe Carnaúba (2)

Felipe Carnaúba

 

3 octobre 2022

Livro em destaque : A família Medeiros de Júlia Lopes de Almeida

Em uma trama repleta de segredos e tensões que abalam o dia a dia de todas as personagens, o romance de Júlia Lopes de Almeida opõe o conflito entre jovens abolicionistas e uma geração anterior de escravistas.

Escrito em fins do século XIX por uma mulher abolicionista e feminista, o texto é uma ode à liberdade capaz de desenhar um retrato preciso de um dos momentos mais marcantes de nossa história: o fim do escravismo. 

A família Medeiros é um texto que constrói uma crítica severa ao patriarcado, ao escravismo e aos valores conservadores da sociedade Oitocentista. Ao mesmo tempo, o livro também é capaz de mostrar cenas de protagonismo a favor da liberdade e de caracterização da realidade brasileira, como as rebeliões de escravizados, os discursos abolicionistas e o início da imigração europeia.

Editora Carambaia

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