Crimes politicos : Lei da Anistia no Brasil provoca impunidade, adverte Anistia Internacional
Em 28 de agosto de 1979, a Lei da Anistia era publicada em Brasília: recebiam perdão todos aqueles acusados de crimes políticos. Exilados e presos pela ditadura militar podiam voltar para casa. "O espírito da lei era o de beneficiar as pessoas que foram perseguidas, mas de beneficiar também os que foram os perseguidores", lembra Fernando Gabeira, que voltou ao Brasil em 1° de setembro daquele ano, depois de dez anos no exílio.
O discurso da Anistia Internacional (AI) é bem mais duro: a decisão que completa 32 anos em 2011 favorece a impunidade no Brasil. "E essa também é a visão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que, no ano passado, deu um parecer pelo qual o Brasil está obrigado a dar satisfações sobre o passado e a rever essa lei."
Desta maneira, o que aconteceu entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979 continua relegado aos arquivos secretos da ditadura militar no Brasil: torturas, desaparecimentos forçados, histórias de perseguições e assassinatos contra os que se opuseram ao regime não democrático.
Para a Anistia Internacional, o Brasil precisa demonstrar claramente que se encontra numa nova era. « A impunidade não é aceitável no Brasil moderno e democrático. »










