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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano

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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano
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11 octobre 2019

Marepe, estranhamente comum : Artista elabora suas obras a partir de um vai-e-vem de objetos e pessoas

Até 28,10.2019

Pinacoteca -  Estação Luz – São Paulo

Conjunto de trinta obras percorre trinta anos de carreira do artista conhecido pela produção 
mordaz em referência à cidade onde nasceu e que vive até hoje no Recôncavo Baiano.

A exposição Marepe: estranhamente comum é a primeira grande exposição individual do artista baiano em São Paulo que propõe oferecer uma visão abrangente de sua trajetória, iniciada na década de 1990. O conjunto de 30 obras evoca poeticamente uma memória pessoal que se entrelaça à sua cidade natal.

No processo, Marepe se vale de procedimentos recorrentes da arte contemporânea como o acúmulo e a retirada de objetos de suas funções cotidianas. No entanto, suas obras sugerem dimensões especulativas, alterando a escala, a forma e significado de materiais encontrados ali, para daí criar peças oníricas. Para organizar sua retrospectiva na Pinacoteca, a curadoria destacou três verbos, ou atos simbólicos, aos quais o artista recorre com constância em sua trajetória: mover, transformar e condensar.

Marepe (Marcos Reis Peixoto) nasceu na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 1970. Situada a leste da Baia de Todos os Santos, conecta o sertão ao mar, tornando-se importante eixo por onde passam as mais diversas mercadorias, de materiais de construção a alimentos. A partir desse vai-e-vem de objetos e pessoas, além da própria história familiar, o artista extrai e elabora suas obras.

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Foto: Marepe

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3 octobre 2019

Agrotóxicos no Brasil: governo aprova mais 57 e número total de liberados já passa de 400

abacaxi

44% dos princípios ativos liberados no Brasil são proibidos na Europa. Brasil é um lucrativo mercado de produtos químicos.

A mudança na classificação da Anvisa favorece a política adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), em defesa de mais agrotóxicos: Pelas novas normas, agroquímicos antes considerados “altamente tóxicos”, podem passar para toxicidade moderada, enquanto os “pouco tóxicos” ficam liberados de classificação, ou seja, não apresentarão advertências no rótulo para o consumidor.

O herbicida Atrazina, por exemplo, apesar de ser produzido pela Syngenta na Europa, teve seu registro cancelado no continente pela União Europeia. Além de contaminar as águas e afetar a saúde humana (ele é um potente disruptor endócrino, que desregula a produção de hormônios), o Atrazina pode gerar transformações inesperadas no meio ambiente. 

O Brasil ocupa um papel importante no mercado internacional de produtos químicos. "Somos um imenso e lucrativo mercado, onde a regulação é fortemente influenciável pelos interesses das multinacionais agroquímicas. Após lucrar bastante com os agrotóxicos nos países de regulação mais restritiva, elas precisam seguir lucrando com as mesmas substâncias nos países de regulação mais frágil, até onde for possível”, comenta Gerson Teixeira, ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra).

Agrotóxicos presentes nos alimentos e na água

Testes toxicológicos em alimentos revelaram a presença de resíduos de agrotóxicos na comida do dia a dia do brasileiro. Os resultados demonstraram que 60% das amostras testadas continham resíduos de agrotóxicos e que 36% continham algum tipo de irregularidade.

Agrotóxicos causam desequilíbrios gravíssimos na biodiversidade: diminuição de predadores naturais das espécies que incidem sobre as lavouras, aumento da proliferação de insetos considerados pragas, contaminação da água e do solo. 

No Brasil, agrotóxicos são a segunda maior causa de contaminação das águas. Análises já identificaram em peixes e em amostras de água de rios localizados em áreas de floresta resíduos de 27 tipos de agrotóxicos, vários destes acima dos limites máximos estabelecidos para água.

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28 septembre 2019

Panorama da Arte Brasileira : 36a edição redefine o conceito de “sertão”

MAM Parque Ibirapuera - São Paulo 

Até 15,11.2019

29 artistas e coletivos que se relacionam com o conceito de « sertão » participam da 36a edição do Panorama da Arte Brasileira no MAM.

Entendendo a própria arte como “sertão” – em sua instância de experimentação e resistência –, contestando, portanto, o viés restritivamente geográfico facilmente associado à palavra, a exposição tem a criação artística como um de seus importantes aspectos definidores. 

A necessidade de reelaborar a história brasileira, uma repactuação social, espiritualidade, identidade de gênero, lutas antirracistas e a relação com o meio ambiente são algumas das questões que aparecem nas instalações, fotografias, pinturas, vídeos, esculturas e projetos deste Panorama

50 anos de Panorama

O Panorama da Arte Brasileira teve sua primeira edição em 1969 e foi idealizado como forma de o museu recompor seu acervo e voltar a participar ativamente do circuito artístico contemporâneo. A princípio evento anual, o Panorama passou a ser realizado a cada dois anos a partir de 1995, contando até o momento 35 edições. 

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22 septembre 2019

SESC PAULISTA : Gold – Mina de Ouro Serra Pelada, pelas lentes de Sebastião Salgado

Sesc Avenida Paulista - SP

Visitação gratuita

Até 3,11.2019

A exposição retraça pictoriamente a trajetória do fotógrafo Sebastião Salgado a partir da autorização para visitar o garimpo, em setembro de 1986, após ter sido negada por seis anos pelas autoridades militares brasileiras.

Pelas lentes de Sebastião Salgado, a exposição “Gold – Mina de Ouro Serra Pelada” nos leva para os anos 1980, no maior garimpo a céu aberto do mundo, na região da Amazônia Paraense.

Em mais de cinquenta fotos, a mostra revela o cotidiano da Mina de Ouro Serra Pelada, de onde foram extraídas toneladas de ouro em mais de uma década de exploração.

O olhar de Sebastião Salgado, faz o visitante percorrer a realidade da jazida, os trabalhadores em atividade, as condições precárias, e a “febre do ouro” que reuniu cerca de 50 mil garimpeiros no auge do período de extração.

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Crédito: ©Sebastião Salgado

22 septembre 2019

MASP apresenta Histórias feministas : artistas depois de 2000

Até 17,11.2019

MASP - Avenida Paulista - SP

Esta exposição reúne 30 artistas e coletivos que emergiram no século 21 e que trabalham com base em perspectivas feministas.

O ciclo de Histórias das mulheres, histórias feministas do MASP destaca a produção de mulheres artistas, de diferentes nacionalidades, gerações e origens, com o objetivo de promover discussões sobre feminismos e a representatividade no campo das artes. 

Não existe uma definição única do que constituiriam as práticas e as estratégias feministas na arte, mas há o entendimento plural de suas vertentes, considerando as diversas formas de atuação e as especificidades dos contextos em que elas se inserem, por isso, foram chamadas histórias feministas, no plural. 

No entanto, é possível afirmar que os feminismos são respostas às precariedades materiais, às violações físicas e psicológicas, aos silenciamentos e às subalternidades vivenciadas por mulheres diversas, ao longo de histórias patriarcais e passados muitas vezes coloniais. 

A aproximação entre feminismo e arte é compreendida aqui como uma prática capaz de provocar fricções e diálogos trans-históricos e transnacionais, capaz de revirar e confrontar imaginários, histórias e narrativas apagadas, elaborar corpxs e sujeitxs como ferramentas de luta e transformação política, expor sistemas de poder que perpetuam hierarquias de gênero, raça e classe, e que mantêm tudo o que está relacionado ao “feminino” como sendo menor ou inferior. 

Parte deste ciclo anual, são organizadas mostras de Djanira da Motta e Silva, Lina Bo Bardi, Tarsila do Amaral, Anna Bella Geiger, Leonor Antunes, Gego, Catarina Simão, Jenn Nkiru, Akosua Adoma Owusu, Laura Huertas Millán e Anna Maria Maiolino.

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"“Admiring Polvo de Gallina Negra, Mistresses of Feminist Art”, Kaj Osteroth & Lydia Hamann, 2016.

Crédito: Smina Bluth/Divulgação"

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12 septembre 2019

Fórum Empreendedoras : tema do 8° fórum de empreendedorismo feminino é propósito e impacto

19 e 20,09.2019

Club Homs – São Paulo

Inscrição obrigatória

Com o tema Propósito e Impacto, o Fórum Empreendedoras 2019, realizado anualmente pela Rede Mulher Empreendedora, trará histórias e casos de mulheres que tiveram suas vidas transformadas graças a sua visão empreendedora.

Durante dois dias, o evento propõe uma programação intensa com uma centena de atrações e oportunidades para as empreendedoras se atualizarem, ampliarem seus conhecimentos e fortalecerem seus negócios. Palestras e workshops serão animados pelas melhores profissionais do mercado. 

Na edição de 2019, o Fórum Empreendedorasreunirá os maiores nomes da política, finanças, tecnologia e empreendedorismo nacional para participar de palestras e painéis com conteúdos que irão ampliar os conhecimentos e fortalecer os negócios das partipantes.

Uma das novidades do 8º Fórum Empreendedoras é a Trilha Empreendedora, espaço destinado para workshops e minicursos sobre vendas, networking, comunicação, softskills, entre outros temas com foco prático e didático.

Empreendedorismo feminino

Segundo dados de pesquisas realizadas em 2018, as mulheres empreendedoras são maioria nos setores de comércio (52,95%), indústria (65,20%) e serviços (55%).

Quando a pesquisa analisa apenas o perfil de mulheres empreendedoras, percebe-se que quase metade delas investe no segmento de serviços (43,9%); 36,42% na indústria; 1,34% na construção civil e apenas 0,15% na agropecuária. Os dados apontam que hoje elas representam 48% dos Microempreendedores Individuais (MEI) e atuam principalmente em atividades de beleza, moda e alimentação.

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12 septembre 2019

Museu da Casa Brasileira : Feira Sabor Nacional destaca cultura e gastronomia indígenas

14 e 15,09.2019

Entrada gratuita

Av. Faria Lima, 2705 – São Paulo

Museu da Casa Brasileira promove a 12ª edição da Feira Sabor Nacional, dando destaque para a cultura e a gastronomia indígenas.

Fomentar as tradições indígenas é também acolher a grande influência que a culinária brasileira carrega desta herança, notada no uso de temperos e produtos naturais, como gengibre, cominho, palmito, mandioca, abóbora, peixes e carne de caça. Pratos como tapioca, pirão e beiju são alguns exemplos da gastronomia nativa, cada vez mais presente na mesa dos brasileiros.

Representando a arte indígena, estarão na feira as ‘Cerâmicas dos Wauja’, habitantes do Parque Indígena do Xingu reconhecidos pela singularidade das peças que produzem, pelo grafismo dos cestos e pelas máscaras ritualísticas. O restaurante ‘Embaixada Paraense’ servirá pratos com receitas e ingredientes usados no dia a dia pelos povos indígenas – como a maniçoba e a moqueca de banana da terra.

O grupo ‘ISA/Instituto Socioambiental’, referência nacional na produção, análise e difusão de informações sobre os povos indígenas no Brasil, participará da feira, expondo e comercializando produtos gastronômicos e artesanato criados pelos índios.

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Divulgação FSN

3 septembre 2019

Somos muitos: experimentos sobre coletividade na Pinacoteca de São Paulo

Até 28 de outubro de 2019

Pinacoteca de São Paulo (estação da Luz)

Aos sábados, a entrada da Pina é gratuita para todos.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta a exposição coletiva Somos muitos: experimentos sobre coletividade, que investiga a prática artística como exercício coletivo.

A mostra apresenta experiências artísticas pensadas enquanto diálogos, diretos ou indiretos, com a produção de Joseph Beuys e Hélio Oiticica, dois dos mais importantes e ativos artistas da segunda metade do século 20. Além dele, participam outros seis artistas/coletivos nacionais e internacionais: Maurício Ianês, Mônica Nador e Jamac, Coletivo Legítima Defesa, Rirkrit Tiravanija, Tania Bruguera e Vivian Caccuri.

Somos muitos: experimentos sobre coletividade, propõe ao público conhecer ou revisitar múltiplos experimentos sobre coletividade para além dos limites físicos do museu. No ano em que a instituição prepara sua expansão para o novo edifício da Pinacoteca Contemporânea, a coletiva incorpora a intenção da Pinacoteca de pensar sua própria inscrição e papel enquanto agente transformador no bairro e na cidade.

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Foto : Maurício Ianês
Ágora, 2019
Vista da exposição na Pinacoteca
Foto: Levi Fanan / Pinacoteca

2 septembre 2019

Festival de Biarritz Amérique Latine :edição 2019 faz escala na Patagônia

De 30,9 a 6,10.2019

A edição 2019 do Festival de cinema de Biarritz Amérique Latine, na França, é consagrada à Patagônia, região que abrange uma vasta área no extremo sul da América do Sul, ocupando partes da Argentina e do Chile. O território argentino apresenta estepes áridas, pastagens e desertos, enquanto a parte chilena tem fiordes glaciais e uma floresta temperada.

Três filmes brasileiros estarão presentes e em competição com os vizinhos latinos-americanos na edição 2019 do Festival de cinema de Biarritz Amérique Latine. Confira.

10 curtas em competição

• AICHA de Vinko Tomicic (Bolivia)

• DIVINAS MELODÍAS de Lucas Silva (Colombia)

• FUEGO OLÍMPICO de Ricardo Soto (México)

• HÉCTOR de Victoria Giesen Carvajal (Chile)

• HOGAR de Gerardo Minutti (Uruguai)

• LA CIGARRA de Martin Piroyansky (Argentina)

• LOS VIEJOS HERALDOS  de Luis Alejandro Yero (Cuba)

• O MISTÉRIO DA CARNE de Rafaela Camelo (Brasil) 

• PLANETA FÁBRICA de Julia Zakia (Brasil) 

• STEVEN de Alexan Sarikamichain, Felipe Bergaño e Samir Marun (Colombia/Argentina)

10 longas em competição

 • FAIT VIVIR de Oscar Ruiz Navia (Colombia/Canada) 

• HOMO BOTANICUS de Guillermo Quintero (Colombia/França) 

• LA ARRANCADA de Aldemar Matias (México)

• LA BÚSQUEDA de Daniel Lagares et Mariano Agudo (Peru/Espanha) 

• LA VIDA EN COMÚN de Ezequiel Yanco (Argentina/França) 

• LA VISITA de Jorge Leandro Colás (Argentina) 

• LEMEBEL  de Joanna Reposi Garibaldi (Chile/Colombia) 

• MIRANTE de Rodrigo John (Brasil) 

• TITIXE de Tania Hernández Velasco (México) 

• VIDA A BORDO de Emiliano Mazza de Luca (Uruguai) 

Focus Patagonia

• CHUBUT, LIBERTAD Y TIERRA de Carlos Echeverría (Argentina)

• EL VIENTO SABE QUE VUELVO A CASA de José Luis Torres Leiva (Chile)

• ESCRIBIR DESDE EL SUR DEL MUNDO de Ignacio Masllorens (Argentina)

• EL BOTÓN DE NÁCARde Patricio Guzmán (Chile)

• LOS JÓVENES MUERTOS de Leandro Listorti (Argentina)

• MINGA de Malala Lekander (Argentina)

• PATAGONIA TROPICAL de Ignacio Masllorens e Paola Michaels (Argentina/Colombia/Chile)

• PATAGONIA - EL INVIERNO de Emiliano Torres (Argentina)

• REY de Niles Atallah (Chile) 

• ZONA FRANCA de Georgi Lazarevski (França)

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30 août 2019

Fotografia : Foto Mis 2019 expõe obras do fotógrafo francês Pierre Verger

FOTO MIS 2019 apresenta as exposições Todos iguais, todos diferentes?, do fotógrafo francês Pierre VergerEstudos fotográficos: 70 anos de memória, do fotógrafo Thomaz FarkasCaretas de Maragojipe, de João Farkas, sobre o carnaval como patrimônio imaterial do recôncavo baiano, e Haenyeo, mulheres do mar, de Luciano Candisani, que retrata a vida de um grupo de mulheres que vivem na Coreia do Sul e seguem a tradição secular de mergulhar utilizando apenas o ar de seus pulmões para colher produtos marinhos.

O FOTO MIS 2019 apresenta também a mostra Moventes, com obras do Acervo MIS, e Onde tudo está, individual de Beatriz Monteiro, projeto selecionado pelo programa anual do MIS, Nova Fotografia 2019.

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