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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano

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Brasilidade, notícias com um toque brasileiro e latino americano
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27 novembre 2023

Clima: Governos planejam produzir mais combustíveis fósseis em 2030

Embora 17 dos 20 países apresentados abaixo tenham se comprometido a atingir emissões líquidas zero - e muitos tenham lançado medidas para reduzir as emissões das atividades de produção de combustíveis fósseis - nenhum deles se comprometeu a reduzir a produção de carvão, petróleo e gás de acordo com a limitação do aquecimento a 1,5°C.

Considerados como grandes produtores de combustíveis fósseis esses países ( Austrália, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Alemanha, Índia, Indonésia, Cazaquistão, Kuwait, México, Nigéria, Noruega, Catar, Federação Russa, Arábia Saudita, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Estados Unidos da América) planejam produzir cerca de 110% mais combustíveis fósseis em 2030.

Como consequência, ondas de calor mortais, secas, incêndios florestais, tempestades e inundações ocorrerão com maior frequência, deixando claro que a mudança climática induzida pelo homem está causando efeitos devastadores para as pessoas, comunidades e a economia, em todo o mundo.

 

Fonte: ONU, SEI, PNUMA

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10 novembre 2023

Arte e mercado: III ICAE - Congresso Internacional de Perícia e Direito da Arte

Dia 4/5.11, no auditório do MAM

Evento organizado por Gustavo Perino e Anauene Soares, o III ICAE – Art Law - International Conference Artwork Expertise and Art Law (Congresso Internacional de Perícia e Direito da Arte), tem por objetivo o estudo e a discussão simultânea de ciência, técnica, proteção do patrimônio cultural e mercado de arte.

O ICAE é um congresso especializado que envolve as maiores autoridades internacionais do ramo de Perícia, do Direito e Colecionismo da arte. Na edição paulistana, em um dia de encontros múltiplos entre profissionais e especialistas, diversos temas serão abordados e debatidos - autenticação, direito, mercado e colecionismo – por peritos e cientistas da Espanha, Argentina, Brasil e França.

Além dos aspectos técnicos e legais, os desafios para o setor da arte são grandes, sobretudo no Brasil. Ainda pouco valorizada, a arte brasileira sofre com a dificuldade de assimilação por parte do público, assim como da dificuldade de apropriação das obras no mercado e o alto custo da produção.

De acordo com um estudo realizado pelo 'The Art Market Report 2023' o mercado de arte global alcançou em 2022 o valor de 67,8 bilhões de dólares. Deste montante, o mercado de arte brasileiro representa uma fatia estimada de 0,5% a 1% em valor, ainda considerado pequeno frente ao potencial artístico do país.

III ICAE - Art Law

4 novembre 2023

Arte : Obras incitam ao questionamento sobre ideias de encontro, contato e deslocamentos

Pavilhão do Brasil na 60a Bienal de Veneza em 2024

Gustavo Caboco, Arissana Pataxó e Denilson Baniwa fazem parte do projeto de curadoria da 60a Bienal de Veneza em 2024. O Pavilhão do Brasil acolherá, entre outros convidados, a exposição de Glicéria Tupinambá intitulada Ka'a Pûera: nós somos pássaros que andam que aborda questões de marginalização e violação dos direitos territoriais, bem como a resistência à essas violências.

Na Galeria Movimento no RJ : Você é o que você veste de Tinho

Série de trabalhos do artista visual que explora o tema da moda e dos significados por trás das vestimentas. Com boa dose de provocação, os trabalhos incitam ao questionamento : quem são as pessoas por trás das roupas e como percebemos e interpretamos essas imagens?

Na Galeria Millan : O último dia do século de Maya Weishof

São pinturas que mesclam diferentes técnicas e acabamentos para criar cenas entre dia e noite, corpo e paisagem, sonho e vigília, prazer e pavor.

Maya Weishof - Festa

Na Pina Estação : Eixos de Jarbas Lopes

Panorama da obra do artista desde os anos 90 até o presente, incluindo projetos inéditos. Sua pesquisa é desenvolvida em torno das ideias de encontro, relação, contato e deslocamento.

No Instituto Tomie Ohtake : Máscaras e Flôrs, os papéis de Tomie Ohtake

Série de máscaras realizadas para a ópera Um Baile de Máscaras no Rio de Janeiro também fazem parte da exposição pinturas, fotos, documentos e colagens de flores.

No IMS Paulista : Pequenas Áfricas, o Rio que o samba inventou

A mostra reconstitui a cena cultural carioca, no começo do século 20, na qual as comunidades afrodescendentes criaram o samba urbano. 

Na Fundação Iberê Camargo : Resistência de Thiago Martins de Melo

Porto Alegre acolhe a mostra que constitui um panorama da produção do artista nos últimos anos. Há pinturas que denunciam certos eventos e políticas no Brasil mas também obras onde o artista explora questões existenciais relacionadas à mitologia e à metafísica.

 

 

 

3 novembre 2023

Livros em destaque: Narrativas exploram temas como erotismo, imigração e paisagens tropicais

Noite na taverna de Alvares de Azevedo

Primeira obra literária de terror da literatura brasileira o volume traz cinco histórias de atmosfera onírica, contadas pelos membros de um grupo de amigos que se deixam levar pelos vapores do vinho e do tabaco numa taverna.

Editora Carambaia

Coleção Sete Chaves

Voltada para a literatura erótica moderna, a coleção apresenta obras literárias que exploram o erotismo nas suas mais diversas formas. Os dois primeiros títulos lançados são Rosa mística de Marosa di Giorgio e Cinema Orly de Luis Capucho.

Editora Carambaia

Nenhuma língua é neutra de Dionne Brand

Uma jornada que parte de Trinidad rumo ao Canadá onde a autora reivindica a narrativa de sua própria trajetória e identidade, suas memórias da infância, onde também aborda temas como escravidão, imigração e amor.

Editora Bazar do Tempo

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Bahia, ensaio sutil de Ed Beltrão

Calendário de fotos autorais, com curadoria das imagens assinada por Éder Chiodetto, contém doze fotografias que exibem pequenos recortes da vida local nos quais o fotógrafo “tentou clicar a alegria, o vigor e a esperança que o povo local transmite”. “Fui atraído pela natureza, cores e belezas que cativam olhos e corações daqueles que se lançam no desafio de eternizar as paisagens baianas”, comenta o autor.

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Imagem: Ed Beltrão

23 octobre 2023

Fotografia : Viviane Sassen - Phosphor : Art & Fashion 1990-2023

MEP - Maison Européenne de la Photographie de Paris

Até 11,2.2024

A MEP - Maison Européenne de la Photographie - apresenta a primeira exposição retrospectiva da artista holandesa Viviane Sassen. A exposição reúne mais de 200 criações e retraça 30 anos de produção de uma obra polimorfa onde a fotografia se mistura com a colagem, a pintura e o vídeo.

A exposição visa esclarecer o processo criativo da artista seguindo dois eixos: a sua pesquisa constante de renovação das formas fotográficas e a importância da esfera íntima na sua obra. Para Sassen, a fotografia “não é uma simples superficie mas um lugar aberto onde ela exprime seus sonhos, seus desejos e seus medos”. Seu estilo fotográfico possui cores intensas, jogos gráficos sobre a sombra e a luz assim como seu olhar singular sobre os corpos.

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Imagem: Viviane Sassen

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23 octobre 2023

No visor de Brasilidade : Uma programação rica e eclética de fotografias, pinturas e esculturas

Fotografia : Festival Photo Saint Germain em Paris

A partir de 2 de novembro começa a 12a edição do trecho fotográfico da rive gauche: 24 dias, 35 exposições, projetos inéditos e mais de 70 fotógrafos. Organizado no coração de Paris, no bairro emblemático de Saint-Germain-des-Prés, o festival anual é destinado à promoção da criação fotográfica e acontece em uma seleção de museus, centros culturais, galerias e livrarias da rive gauche apresentando uma programação rica e eclética. Acesso gratuito.

Na Casa de Cultura do Parque : Pintura, fotografias e esculturas

A Casa de Cultura do Parque inaugura três exposições: O, de Alexandre Canonico, obras plásticas onde o artista incorpora na sua produção fita crepe, pintura e spray de tinta, no sentido de manifestar memórias e cicatrizes. Solo fraturado de Sonia Guggisberg que mergulha nos registros da cineasta durante a crise hídrica da Represa Jaguari, do Sistema Cantareira, em 2014. Entre fotografias e vídeos, a artista trata da violência da crise ambiental, enquanto os óxidos entre as rachaduras trazem à tona tons avermelhados e roxos, revelando imagens nunca antes vistas. E a coletiva Margem de erro, fotografias e esculturas, que reúne quatro artistas que encontram no ambiente caseiro suas matérias poéticas.

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Imagem: O, de Alexandre Canônico

Tulio Pinto, Buraco no Céu 

O Museu Oscar Niemeyer de Curitiba expõe 32 obras do artista entre esculturas e instalações que se sustentam em equilíbrio ao tensionar a fragilidade do vidro contra o peso do aço.

47a Mostra internacional de Cinema de São Paulo

Até 1° de novembro o cinema do IMS Paulista recebe parte da programação da Mostra internacional. Nas telas, uma seleção do que o cinema contemporâneo mundial tem produzido atualmente.

Na Galeria Arte Aplicada: União poética, pequenos formatos

A mostra explora a visão do escultor Márcio Faria, que transforma aço e madeira em obras de arte, onde cada escultura conta uma história distinta, explorando o contraste entre a frieza do aço e o calor da madeira.

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Imagem : Marcio Faria 

Na Galeria Quadra de SP: A volta da sorte, de Thomáz Rosa

O trabalho do artista permite diversas leituras dos elementos onde estampas, desenhos e pinturas exploram a espacialidade em uma composição prismática com toda sorte de signos.

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Imagem: Thomaz Rosa

20 octobre 2023

Poluição digital : Como anda a sua pegada de carbono digital ?

Como anda a sua pegada de carbono digital ? Cada uma das nossas atividades online acarreta um custo para o meio-ambiente devido à energia necessária para rodar os dispositivos e alimentar as redes sem fio que acessamos. A pegada de carbono dos nossos dispositivos, da internet e dos respectivos sistemas de suporte representa cerca de 3,7% das emissões globais de gases do efeito estufa.

O termo poluição digital designa os impactos negativos sobre o meio ambiente provocados pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Estes impactos estão ligados a três fatores de poluição:

- a fabricação dos terminais digitais (energias fósseis, extração de minerais, montagem, transporte, distribuição,…). A fabricação dos equipamentos digitais representa sozinha 80% dos impactos sobre o meio-ambiente. Para se fabricar uma televisão é necessário extrair 2,5 toneladas de matérias-primas (elementos químicos, materiais raros e materiais tóxicos);

- o funcionamento da rede internet e sua utilização (alimentação, estocagem, transferência de dados, nuvem...). Enviar um e-mail, assistir um vídeo em streaming, fazer uma pesquisa no navegador...quando utilizamos a rede internet, deixamos pegadas digitais...e todas essas ações consomem muita energia;

- o fim da vida dos equipamentos eletrônicos (destruição, reciclagem...). Atualmente a maioria dos resíduos dos equipamentos elétricos e eletrônicos são exportados ilegalmente para a Ásia e a África, onde eles acabarão em lixões à céu aberto, poluindo os solos e o ar, afetando a saúde das populações locais.

O que pode ser feito para lutar contra a poluição digital?

Algumas empresas estão colocando em prática alternativas para reduzir ou compensar a pegada carbono reduzindo as impressões papel, limitando os e-mails, alugando equipamentos eletrônicos e reduzindo a duração de estocagem de dados.

Individualmente, também é possível reduzir a pegada carbono digital trocando de aparelhos com menos frequência; favorecendo o concerto e os aparelhos de segunda mão; alterando o modo de enviar mensagens trocando os anexos por links para documentos, por exemplo; cancelando o recebimento de e-mails que não lemos mais; evitando enviar gifs, emojis e assistindo vídeos com uma resolução mais baixa.

 

Fontes: Greenpeace; Ademe; Santé Magazine

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11 octobre 2023

No visor de Brasilidade : Múltiplas linguagens, tipologias e origens exploram os temas das atuais exposições

 

Na Galeria Zipper : Suplementos de Nina Pandolfo

A exposição explora temas como a conexão humana, o legado e a resiliência em mais de 15 obras. Conhecida por suas cores vibrantes, as pinturas de Pandolfo destacam-se pela presença de personagens lúdicos.

No Instituto Tomie Ohtake : Hiromi Nagakura

Registros do grande fotógrafo japonês durante suas expedições no Brasil, na década de 1990. Intitulada Até a Amazônia com Ailton Krenak a mostra apresenta imagens registradas no Acre, Roraima, Mato Grosso, Maranhão e São Paulo.

No MASP : Coletiva Histórias Indígenas

A exposição traz diferentes perspectivas sobre as histórias indígenas da América do Sul, América do Norte, Oceania e Escandinávia através da arte. Reúne cerca de 285 obras de várias mídias e tipologias, origens e épocas, de aproximadamente 170 artistas.

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Céus tramados de Melissa Cody

O MASP também apresenta a individual de Melissa Cody que reúne 26 obras têxteis que mesclam símbolos e padrões tradicionais da tapeçaria navajo com referências pessoais da artista, que vão do mundo pixelado dos computadores às paisagens do Arizona. 

No Museu Nacional da Republica de Brasília : Pamuri Pati de Naiara Tukano

Mundo de transformação reúne mais de 70 obras da artista onde ela aborda as transformações sociais observadas pelas óticas do feminino e do povo indígena. 

Na Pina Luz : Montez Magno - Algúria

A exposição apresenta as obras do brasileiro Montez Magno que destacam o carácter imaginativo e inventivo do artista. As obras se desdobram em múltiplas linguagens e sua produção atravessa o concretismo e a arte experimental.

No MAM SP : Mãos - 35 anos da Mão Afro-Brasileira

Exposição em homenagem àqueles que lutaram e lutam pela necessidade de construir uma sociedade mais justa e igualitária e a importância que a educação ocupa no combate às desigualdades sociais.

No MAM Rio : Museu-escola-cidade

Mostra que apresenta um conjunto de trabalhos e reúne 93 nomes da arte brasileira e internacional e também marca os 75 do Museu.

Na Fundação Iberê de Porto Alegre : Palavras cruzadas de Miguel Rio Branco

São mais de 127 obras do fotógrafo que investigam temas como sexualidade, violência, dor e solidão.

11 octobre 2023

Brasilidade recomenda : Narrativas exploram violência, paixão e debates raciais

O Pinguelo rígido - um surto baiano de Diogenes Moura

O livro constrói uma polaroide urbana com textos precisos, a partir de cenas que o autor presenciou nas ruas de Salvador. A narrativa é repleta de personagens reais que vivem nas ruas da cidade e retrata com violência e paixão os eventos cotidianos da capital baiana. (Selo: Exu de Dentro, edição do autor)

diogenes

Pequeno País de Gaël Faye

A história se passa em 1993, no Burundi, onde Faye nasceu, e tem fortes traços autobiográficos. Gaby é um menino de dez anos com mãe ruandesa e pai francês que, de repente, vê a corrosão de seu país, destruído pelo conflito entre os tútsis e os hútus, e de sua família. (Editora Carambaia)

O Avesso da raça de Luciana da Cruz Brito

Interpretação escrita pela historiadora sobre o papel da sociedade brasileira nos debates raciais e políticos nos Estados Unidos do século XIX. A autora revela como o Brasil serviu de espelho , muitas vezes invertido, para os Estados Unidos na formação de ideias raciais e da própria nação. (Bazar do Tempo)

luciana

2 octobre 2023

Fotografia : Histórias inacabadas da fotógrafa chilena Paz Errázuriz

Maison de l'Amérique latine

Até 20 de dezembro – Paris

Primeira exposição individual da fotógrafa chilena em Paris, a mostra apresenta 120 tiragens sendo três séries inéditas. Com atuação marcante durante a ditadura militar chilena de Augusto Pinochet, Paz Errázuriz foi cofundadora da AFI (Associação de Fotógrafos Independentes) e produziu uma série de fotografias que criticavam o regime vigente.

Paz Errázuriz observa as pessoas que vivem em mundos separados, ver paralelos : artistas de circo, lutadores, travestis e prostitutas, vagabundos e até doentes mentais são frequentemente fotografados em espaços confinados.

O seu trabalho de longa duração permite-lhe construir relações fortes com os seus modelos, mulheres e homens posam com orgulho, por vezes abandonam-se, dando acesso a uma parte da sua intimidade. Muito fiel às pessoas fotografadas, Paz Errázuriz costuma dizer que tem dificuldade em fechar uma série. As histórias, as vidas fotografadas ficam “inacabadas” para ela, como se ela não quisesse ver desaparecer as pessoas que conheceu.

Os seus retratos em preto e branco, de grande beleza formal, falam de diktats sociais, da invisibilidade de certos grupos, da condição humana, e perturbam as convenções das representações visuais.

paz erra

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