Relatório da UNESCO aponta que violência contra jornalistas matou 20 profissionais no Brasil em 5 anos e destaca o crescente uso das novas tecnologias, em especial as redes sociais, como uma nova fronteira de violência contra essas e esses profissionais. 

São inúmeros tipos de ameaças virtuais: assédio, invasão de privacidade, vazamento de dados e outras retaliações. “Esses ataques têm se mostrado especialmente cruéis quando direcionados às mulheres, devido à misoginia, ao machismo e sexismo nas redes,” reforçou Aline Yamamoto, da ONU Mulheres, especialista no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Segundo levantamento do Observatório da UNESCO sobre Jornalistas Mortos, em 2019, a região da América Latina e Caribe foi a mais violenta em ataques fatais contra esses profissionais, representando 40% do total de assassinatos registrados em todo o mundo, seguido por Ásia e Pacífico, com 26% dos casos. Só no Brasil, 20 jornalistas foram mortos nos últimos cinco anos por estarem exercendo a sua profissão. O mais alarmante é que 90% desses casos no país seguem sem esclarecimento.

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