Enquanto pastores evangélicos apoiam Bolsonaro, a cúpula católica lava as mãos. No Brasil, 166 milhões de pessoas, cerca de 86% da população, declaram-se cristãs. Nessa parcela, 64,6% são católicas e o restante, evangélicas. Indignadas, as mulheres decidiram se unir e se mobilizar contra o presidenciável (1).

Recentemente a Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil decidiu apoiar a candidatura do capitão reformado Jair Bolsonaro, sob o pretexto de frear uma possível vitória da esquerda. Solicitada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lavou as mãos e declarou que a Igreja "não se pronuncia sobre candidatos".

O candidato Bolsonaro - que prega a violência, defende a tortura e a pena de morte - se tornou conhecido pelas declarações polêmicas sobre a homossexualidade, o racismo e os negros.

Considerado racista e sexista, ele foi condenado duas vezes em 2017 pelo STJ por danos morais. No visor dos defensores dos direitos humanos e da  Ordem dos Advogados do Brasil, essa última anunciou que as declarações do deputado do Partido Progressista são "inaceitavelmente ofensivas pois têm um cunho racista e homofóbico, incompatível com as melhores tradições parlamentares brasileiras". 

As declarações de Bolsonaro repercutiram também nas redes sociais. Uma petição online aberta no site Avaaz para pedir a cassação de Bolsonaro reuniu quase 300 mil assinaturas e várias páginas no FB foram abertas com o objetivo de « proteger o Brasil de Bolsonaro ».

Indignadas com os posicionamentos do presidenciável, as mulheres brasileiras decidiram se mobilizar. A rejeição do eleitorado feminino ao candidato, segundo as últimas pesquisas, chegou a 49% e tem se materializado através das redes sociais. No FB, a página « Mulheres unidas contra Bolsonaro » já conta com mais de 2 milhões de usuárias. Esse grupo pretende organizar manifestações (1)dia 29 de setembro em todo o Brasil.

Organizadoras e participantes da plataforma não pretendem parar por aí. Elas pretendem mudar o nome do grupo depois das eleições para se tornar, de fato, um movimento que promova outras ações em prol dos direitos das mulheres.

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