Chile e Colômbia são as novas estrelas da economia regional; a Argentina pode ser a próxima.

O banqueiro André Esteves, considerado o 13º homem mais rico do Brasil pela revista americana Forbes, acha que « o país e as empresas nacionais têm muito a ganhar no relacionamento com alguns países vizinhos – mas, para isso, teremos de aprender a nova geografia econômica da região. »

Os brasileiros se acostumaram a pensar na Argentina e no México como os outros mercados grandes e relevantes na América Latina.

Há duas décadas, a Venezuela era candidata natural a entrar nesse seleto time de grandes economias latino-americanas. Nos últimos anos, o cenário mudou muito. Esteves enxerga novas estrelas na região. “A Colômbia já tem o PIB igual ao da Argentina e um fluxo de negócios maior”, diz o empresário.

Os elogios de Esteves vão também para o Peru – um país em crescimento forte e estável – e o Chile. “Entre Brasil e Chile há uma ponte (de investimentos) muito relevante a ser feita. Eles têm poupança, nós temos falta de poupança”, afirma.

Esteves observa o México, segunda maior economia da região, com cautela. Ele elogia a solidez das instituições no país, mas considera sua dinâmica econômica muito peculiar, atrelada ao mundo desenvolvido (atualmente, em crise). “O México não está fora do nosso radar, mas é um pouco diferente das outras economias da América Latina, por ser muito ligado aos Estados Unidos”, diz.

O empresário observa de perto a Argentina – embora acredite que o país ainda tenha mais problemas institucionais para resolver que o México.

 Fonte : Exame

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